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	<title>Medicina do Estilo de Vida &#187; melhor escola</title>
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		<title>A Melhor Escola para Nossos Filhos</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 14:42:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Alexandre Feldman</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos querem dar boa educação aos filhos. Mas qual a melhor escola? Na minha opinião, as escolas convencionais pararam no tempo e não são a melhor alternativa. A Escola Lumiar não possui fins lucrativos e oferece um sistema muito inovador de [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-222" title="escola" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/09/escola.jpg" alt="escola" width="380" height="161" />Antes de colocar meu filho pequeno na escola, refleti sobre quais frutos gostaria que ele colhesse como resultado de sua educação:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Otimismo</li>
<li>Imaginação</li>
<li>Criatividade</li>
<li>Lliderança</li>
<li>Integridade</li>
<li>Coragem</li>
<li>Ousadia</li>
<li>Perseverança</li>
<li>Compromisso com a excelência</li>
<li>Reverência pelo passado</li>
<li>Esperança pelo amanhã&#8230;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Todo mundo quer dar uma boa educação a seus filhos. Mas qual a melhor escola para isso? Serão as escolas convencionais a melhor alternativa? <span id="more-200"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Na minha opinião, as escolas convencionais pararam no tempo. Elas continuam como sempre fizeram, agrupando seus alunos em &#8220;salas de aula&#8221;, nas quais todos aprendem principalmente a <em>ficar quietos</em> escutando, passivamente, um professor – aula após aula, horas a fio, dia após dia, ano após ano. Será que isso é aprender <em>liderança</em>, c<em>riatividade</em> e todas as demais qualidades enumeradas acima?</p>
<p style="text-align: justify;">Transcrevo abaixo as palavras de Sir Ken Robinson, especialista de renome mundial na área de educação:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Quem aqui discorda que as crianças têm capacidades e potencialidades realmente extraordinárias – principalmente de <em>inovação</em>? Todas as crianças possuem talantos maravilhosos, que acabamos desperdiçando sem dó nem piedade em salas de aula onde nada se <em>cria</em>, muito menos se <em>inova</em>, e sim se <em>ouve passivamente sem questionar</em> – e com a ameaça constante de provas e notas baixas.</p>
<p style="text-align: justify;">Na minha opinião a <em>criatividade</em> e <em>inovação</em> deveriam ser tão importantes quanto a <em>alfabetização</em> no processo educativo básico, e deveriam ser tratadas com o mesmo vigor.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Você já se perguntou como uma criança pequena, que ainda não entrou na escola, consegue aprender <em>tanto</em>? A criança aprende, por exemplo, a <em>falar</em> os idiomas da casa (desde que os pais se comuniquem com ela nesses idiomas). Todos sabemos a dificuldade que é aprender a falar um idioma – não apenas a imensa coordenação necessária para movimentar boca, língua e todo o sistema fonador de modo a formar palavras e frases, mas também a necessidade de memorizar palavras e utilizá-las em frases estruturadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Como é que as crianças aprendem a falar? Elas <em>balbunciam</em>. Erram sem medo e através de novas tentativas vão aprendendo até a perfeição, brincando e se divertindo durante todo o processo.</p>
<p style="text-align: justify;">Para aprender a andar não é diferente. Elas <em>tentam</em>. Engatinham. Se movimentam das formas mais esdrúxulas e até engraçadas. Cometem toda sorte de erros e caem durante toda a primeira infância. Não temem ser desengonçadas nesse processo.</p>
<p style="text-align: justify;">Diz Sir Ken Robinson em uma de suas famosas palestras:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">O que isso nos mostra? Que as crianças, quando não sabem uma resposta ou solução para aquilo que desejam fazer, “chutam” a resposta, e assim balbunciam, engatinham, <em>criam,</em> <em>aprendem</em>. Ao criar novas soluções elas podem cometer erros – e cometem! – porém no final acabam aprendendo. As crianças, antes de entrar na escola, não têm medo de <em>ousar</em>, <em>errar</em>, <em>criar </em>e <em>perseverar</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que <em>errar</em> não é sinônimo de <em>ser criativo</em>. Mas para <em>criar</em> é preciso <em>errar</em>. Se você não for preparado para <em>errar</em>, certamente jamais surgirá com algo <em>criativo</em> e <em>original</em> em toda a sua vida. Quanto mais <em>provas</em>, maior a chance do indivíduo temer o erro, abandonar a criatividade e <em>estudar sem questionar</em>, para tirar a melhor nota possível. E assim, ao atingir a idade adulta e o mercado de trabalho real que recompensa, e muito, a criatividade, a maioria dos indivíduos já perdeu esta capacidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A escola estigmatiza os erros. Pune-os da pior forma possível. <em>A escola</em> <em>educa as pessoas a se afastarem de sua capacidade criativa.</em> Foi Picasso quem afirmou, <em>&#8220;– Todas as crianças nascem artistas. O problema é permanecerem artistas conforme vão crescendo.</em>&#8221; Em outras palavras, se um indivíduo não se desenvolve no seio da criatividade, ele a <em>perde</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas escolas convencionais, a criança vai adquirindo um medo cada vez maior de <em>errar</em>. O sistema educacional enxerga os <em>erros</em> como a pior coisa que pode acontecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os sistemas educacionais possuem a mesma hierarquia de matérias. No topo está a matemática e o português, mais abaixo estão as ciências humanas, e por último as artes. E dentro das artes também existe uma hierarquia: a pintura e a música recebem uma importância maior nas escolas que as artes dramáticas e a dança.  Não existe uma escola no mundo que dê a <em>mesma</em> ênfase ao ensino da dança que ao ensino da matemática. Por que? A matemática pode ser muito importante, mas com certeza a dança também é.  Todas as crianças têm vontade de dançar, todos os adultos mexem o corpo ao som de uma música. Afinal, todos nós <em>temos</em> um corpo!  Conforme as crianças crescem, a atenção à sua educação vai se voltando progressivamente da cintura para cima.  E por fim, focaliza-se na cabeça – infelizmente, apenas em um único hemisfério do cérebro.</p>
<p style="text-align: justify;">Para que serve o &#8220;sistema educacional&#8221; prevalescente? O que a educação convencional almeja? O que acontece com aquele aluno que faz tudo o que deve? Quem é o mais favorecido? Quem vence nessa competição? Tipicamente, são pessoas que acabam vivendo inteiramente <em>dentro de suas cabeças</em> – mais que isso: em um único lado de seus cérebros cerebrais – como se fossem desprovidos de corpo. Olham para seu corpo como um meio de transporte para suas cabeças.</p>
<p style="text-align: justify;">Nosso sistema educacional é baseado na noção de capacidade acadêmica. E isso tem um motivo: todo o sistema educacional atual foi inventado no fim do século 19. Ele passou a existir com a finalidade de atender às necessidades da industrialização. A hierarquia desse sistema é baseada em duas noções:</p>
<p style="text-align: justify;">1)   Os tópicos mais importantes para o trabalho num sistema industrial se encontram no topo da hierarquia. O foco dos alunos é gradualmente desviado de uma série de assuntos e coisas que a criança originalmente gostava, sob a justficativa que um indivíduo jamais conseguirá um emprego dedicando-se a essas coisas e assuntos. “<em>Não se dedique tanto à música, você nunca será um músico</em>”. “<em>Não se dedique tanto à pintura, você nunca será um artista</em>”. Conselhos bem-intencionados – porém, nos dias atuais, profundamente equivocados.  O mundo inteiro está passando por uma verdadeira revolução neste sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">2)   Capacidade acadêmica, a qual passou a dominar nossa visão sobre inteligência, pois as universidades criaram o sistema à sua própria imagem e semelhança. Se você imaginar que todo o sistema educacional nada mais é que um sistema protraído objetivando o ingresso à universidade, a consequência é que muitas pessoas altamente talentosas, criativas e brilhantes acabam achando que não valem nada! Afinal, eles nunca foram bem na escola, nunca foram valorizadas e sempre foram estigmatizadas sem dó nem piedade. E na minha opinião, isso não deveria continuar.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos próximos 30 anos, segundo a UNESCO, mais pessoas no mundo vão se formar na faculdade que em todos os tempos desde o início da história das civilizações. É a combinação de tudo o que já foi falado: a tecnologia e seu efeito transformacional no sistema de trabalho, aliados à demografia, à explosão populacional. De repente, ser formado na faculdade passa a não valer mais nada. Décadas atrás, se você se formasse você tinha emprego garantido.  Hoje em dia, o aluno se forma e precisa continuar fazendo um mestrado, doutorado, MBA, pós-doutorado e por aí vai.  É a <em>inflação acadêmica</em>. E isso indica, para quem quiser ver, que toda a estrutura educacional está profundamente abalada.</p>
<p style="text-align: justify;">Precisamos repensar radicalmente nossa visão da inteligência. Sabemos 3 coisas sobre a inteligência:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> </strong> A inteligência é diversa. Nós podemos conceitualizar o mundo através de todas as formas sensoriais: visualmente, sonoramente, cinestesicamente, abstratamente.</li>
<li>A inteligência é dinâmica. Se observarmos as interações do cérebro humano, compreenderemos facilmente que a inteligência é maravilhosamente interativa. O cérebro, na prática, <em>não</em> é dividido em compartimentos. Tudo está integrado. A criatividade, que pode ser definida como o processo de ter idéias originais que tenham valor, é resultante quase sempre da visão das coisas através de uma abordagem <em>interdisciplinar</em>.</li>
<li>A inteligência se manifesta de forma diferente para cada indivíduo. Era uma vez, na década de 1930, uma menina de 8 anos que era a pior aluna de sua classe. A escola chegou a enviar uma carta aos pais, alertando que ela estaria sofrendo de um distúrbio do aprendizado, pois não conseguia se concentrar e vivia mexendo nervosamente as mãos e pés (algo que hoje em dia poderia se encaixar no espectro diagnóstico do <em>transtorno do déficit de atenção e hiperatividade</em>, TDAH. Mas na década de 1930 a TDAH ainda não havia sido “inventada”).  Ela foi levada a um médico, onde ficou por 20 minutos ouvindo pacientemente a mãe explicar a ele tudo o que a escola achava que estava errado: que ela não fazia a lição de casa, vivia mexendo nervosamente os dedos das mãos e assim por diante. No final, o médico disse à menina: &#8220;– <em>Eu ouvi atentamente tudo o que sua mãe disse.  Agora eu gostaria de falar com sua mãe em particular. Você espera aqui na sala e nós voltamos já.</em>”  Mas antes de sair da sala, o médico ligou um rádio que se encontrava em cima de sua mesa. Saindo pela porta, o médico sussurrou à mãe: “– <em>Apenas fique quieta e observe sua filha pela fresta da porta</em>.”  E a menina, sozinha na sala, levantou-se e começou a dançar ao som da música. Depois de alguns minutos de observação, o médico disse à mãe, “ – S<em>ua filha não está doente. Ela é uma dançarina, apenas isso.</em>”  E aconselhou: “– <em>Leve-a para uma escola de dança.</em>”  E essa menina se tornou uma multimilionária realizada na vida: a grande coreógrafa inglesa Gillian Lynne, que fez sucesso coreografando alguns dos mais famosos musicais da história da humanidade, como <em>O Fantasma da Ópera</em> e <em>Cats</em>. Talvez outro médico, nos dias de hoje, tivesse apenas medicado a criança para que ela se “acalmasse”.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Nossa esperança para a educação do futuro é a adoção de um novo conceito, onde se reconheça a riqueza do talento e capacidade do ser humano.</p>
<p style="text-align: justify;">O sistema educacional atual explora nossas mentes do mesmo modo que nós exploramos selvagemente nosso próprio planeta, em nome de uma ou outra <em>commodity</em>, numa visão totalmente reducionista.</p>
<p style="text-align: justify;">Precisamos repensar os princípios findamentais do ensino e educação de nossas crianças. Precisamos  celebrar cada vez mais o dom da imaginação humana. E precisamos usar esse dom sabiamente a fim de evitar algumas das situações acima. E a única maneira de se conseguir isso é reconhecendo o talento criativo pela riqueza que ele representa, e reconhecendo as nossas crianças pela esperança que elas representam. E assim, fazer da nossa meta a educação das nossas crianças como seres de corpo, mente e alma, a fim de prepará-las para o futuro. Um futuro que talvez não vejamos, mas que elas verão.</p>
<p style="text-align: right;">Sir Ken Robinson.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>

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