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	<title>Medicina do Estilo de Vida &#187; Alimentação</title>
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		<title>Óleo de Fígado de Bacalhau: Uma Tradição Que Faz Bem!</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 23:13:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Alexandre Feldman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Suplementos]]></category>
		<category><![CDATA[óleo de fígado de bacalhau]]></category>

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		<description><![CDATA[Óleo de fígado de bacalhau já foi consumido e reverenciado por muitas gerações, quando as doenças dos tempos modernos como enxaqueca, depressão, ansiedade, TPM, déficit de atenção e hiperatividade, não eram tão [...]]]></description>
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<p>Antigamente, as mães e avós não deixavam faltar, na vida de seus filhos e netos, uma colher diária de óleo de fígado de bacalhau. Elas sabiam &#8211; aprenderam de suas próprias mães e avós &#8211; que ele faz bem. Essa sabedoria popular estende-se a várias civilizações muito antigas, cuja saúde, constituição física, agilidade mental, sobreivência e prosperidade dependiam de ingredientes da sua alimentação. Nessas culturas, o óleo de fígado de bacalhau era reverenciado! Tomá-lo ou não, fazia toda a diferença. E como veremos, ainda pode fazer! <span id="more-256"></span></p>
<p>Se de um lado, a ciência contemporânea séria estuda e comprova, a cada dia, os importantes benefícios do óleo de fígado de bacalhau, de outro, infelizmente alguns profissionais de saúde acham que esse óleo não serve para nada. Claro, ninguém pode patentear o coitado do bacalhau, portanto a indústria farmacêutica não possui o menor interesse em divulgá-lo…</p>
<p>O óleo de fígado de bacalhau é uma fonte importante de nutrientes essenciais, porém difíceis de serem obtidos na dieta contemporânea: Além de ácidos graxos ômega-3, ele é rico em vitaminas A e D pré-formadas, podendo conter pequenas quantidades de vitamina K, vital para a saúde do sangue e dos ossos.</p>
<p>A vitamina D promove a absorção e transferência de cálcio através das membranas celulares. Essa transferência cálcio é importante não apenas para os ossos, mas também para o bom funcionamento do cérebro e sistema nervoso.</p>
<p>A vitamina D também influencia a absorção de magnésio e zinco. Níveis adequados de cálcio, magnésio e zinco no cérebro são fundamentais para a neurotransmissão. Doenças como a enxaqueca, depressão, ansiedade, pânico, fibromialgia e síndrome do déficit de atenção, têm como base um mau funcionamento na neurotransmissão.</p>
<p>Um estudo norte-americano publicado em 7 de setembro de 2006 na revista Epidemiology and Infection, relata que a forma biologicamente ativa de vitamina D (que se encontra no óleo de fígado de bacalhau) possui propriedades antiinflamatórias!</p>
<p>A vitamina D contribui para o equilíbrio hormonal. Estudos científicos associaram sua ingestão à melhora de doenças como ovários policísticos, infertilidade, TPM e enxaqueca menstrual.</p>
<p>Estudos demonstram que estados de deficiência de vitamina D produzem sintomas que são confundidos com fibromialgia e síndrome da fadiga crônica. Ambas essas doenças, freqüentemente, coexistem com a enxaqueca.</p>
<p>A vitamina D regula uma enzima chamada tirosina hidroxilase, necessária para a produção de neurotransmissores como a dopamina, adrenalina e noradrenalina. O desequilíbrio desses neurotransmissores está associado à enxaqueca e depressão, entre outras doenças. Leia mais a respeito da relação entre neurotransmissores e enxaqueca no meu livro, “<strong><a title="Clique aqui para saber mais sobre o livro" href="http://www.enxaqueca.com.br/site_dicas.html" target="_blank">Enxaqueca &#8211; Só Tem Quem Quer</a></strong>”.</p>
<p>Para ser assimilada pelo organismo de maneira adequada, a vitamina D precisa ser ingerida juntamente com gordura, pois ela dissolve-se na mesma, facilitando a sua absorção. Além disso, é desejável que mantenha uma proporção adequada com a vitamina A. Ambos esses requisitos estão presentes no óleo de fígado de bacalhau.</p>
<p>O óleo de fígado de bacalhau também contém ômega-3, conhecido por suas propriedades antiinflamatórias.</p>
<p>Quantas qualidades para um único alimento!</p>
<p>Existem várias qualidades de óleo de fígado de bacalhau. Um produto, por exemplo, pode ostentar o rótulo de “óleo de fígado de bacalhau”, mas se você ler atentamente a lista de ingredientes, poderá encontrar vários não desejáveis à saúde, como óleo de soja, aromatizantes, corantes, sabor artificial, etc. Por isso, fique de olho.</p>
<p>Algumas farmácias de manipulação possuem óleo de fígado de bacalhau puro em seus estoques, mas só podem vendê-lo mediante receita médica. Por isso, uma boa idéia é conversar com seu médico a respeito. Ele poderá orientá-lo quanto à dosagem mais adequada para o seu caso.</p>
<p>Existem drogarias que possuem o óleo de fígado de bacalhau na forma de cápsulas. Estas podem ser adquiridas diretamente, sem receita médica. Mas cuidado, existem alguns que não são puros, portanto leia os rótulos com atenção.</p>
<p>Não confunda “Óleo de Peixe” com “Óleo de Fígado de Bacalhau”. Prefira o último.</p>
<p>Ao consumir o óleo de fígado de bacalhau, certifique-se de ingerir bastante cálcio. Sugiro, como fonte de cálcio, o iogurte natural integral. Esse detalhe é importante para a saúde dos seus ossos. Não faz bem aos ossos ingerir vitamina D sem ingerir cálcio suficiente.</p>
<p>Na minha experiência, o óleo de fígado de bacalhau é um excelente suplemento. Por isso, minha dica é: converse com seu médico de confiança a respeito e verifique se esse suplemento é adequado para você.</p>
<p>Para ler mais sobre óleo de fígado de bacalhau, leia também os seguintes artigos:</p>
<p>Óleo de Fígado de Bacalhau &#8211; Uso, Qualidade e Disponibilidade (<a title="Óleo de Fígado de Bacalhau: Uso, Qualidade e Disponibilidade" href="http://www.enxaqueca.com.br/blog/?p=137" target="_blank"><strong>clique aqui</strong></a>).</p>
<p>Óleo de Figado de Bacalhau Reduz a Dor (<strong><a title="Óleo de Fígado de Bacalhau Reduz a Dor" href="http://www.enxaqueca.com.br/blog/?p=136" target="_blank">clique aqui</a></strong>).</p>
<p>Óleo de Fígado de Bacalhau &#8211; Um Superalmento para Crianças (<a title="Óleo de Fígado de Bacalhau: Um Superalimento para Crianças" href="http://www.enxaqueca.com.br/blog/?p=34" target="_blank"><strong>clique aqui</strong></a>).</p>
<p>Até breve!</p>

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		<title>A Péssima Alimentação nas Escolas e Hospitais</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 23:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Alexandre Feldman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Ingredientes]]></category>
		<category><![CDATA[Prejudiciais]]></category>
		<category><![CDATA[aditivos químicos]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação escolar]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos industrializados]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[hospital]]></category>

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		<description><![CDATA[Escolas e hospitais deveriam, acima de tudo, oferecer a alimentação mais saudável possível. Mas infelizmente, seus cardápios baseiam-se em ingredientes industrializados que roubam nossa [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;">Escolas são lugares frequentados por crianças em fase de crescimento e desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Hospitais são lugares frequentados por indivíduos (inclusive crianças) doentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanto escolas quanto hospitais deveriam se preocupar ao máximo em oferecer a alimentação mais saudável possível para seus frequentadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Com tantas notícias ambíguas sobre <em>o que é</em> uma alimentação saudável, uma coisa é unânime para a ciência: alimentos industrializados, aditivos químicos, corantes, conservantes, emulsificantes, aromatizantes, estabilizantes, adoçantes artificiais, açúcar branco, farinha refinada e óleos oxidados <em>não são saudáveis</em>. Definitivamente. <span id="more-240"></span></p>
<p style="text-align: justify;">E é exatamente uma alimentação baseada nos produtos acima que as escolas e hospitais oferecem: bolos, bolachas, <em>milk-shakes </em>&#8220;químicos&#8221;, coberturas, doces de toda sorte, sucos industrializados, alimentos à base de farinha branca e açúcar refinado, ingredientes como óleos oxidados, aditivos químicos, conservantes etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Como é que uma escola pode ter a meta de formar indivíduos bem-sucedidos, se para ser bem-sucedido você precisa antes de mais nada ser <em>saudável</em>, e para ser saudável você precisa <em>aprender a se alimentar</em>?!!!</p>
<p style="text-align: justify;">Como é que um hospital pode ter a meta de recuperar a saúde das pessoas, se oferece alimentos industrializados que roubam nossa energia e prejudicam nossa saúde?</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma semana troquei emails com uma nutricionista responsável pelos lanches de uma escola de São Paulo – lanches estes à base de pão francês, pão de forma, bolachas, carnes embutidas geléia industrializada, suco industrializado, bolos, caldas, <em>e nem sequer uma fruta fresca</em>. Sabem o que ela escreveu diante do meu questionamento? <em>Que prioriza alimentos naturais e não refinados</em> em seus cardápios!</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que todas as nutricionistas <em>competentes</em> que conheço ficaram tão indignadas quanto eu, quando mostrei a elas essa afirmação associada àquele cardápio de lanches escolares.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, a ingestão de &#8220;calorias vazias&#8221;, como as que enumerei acima, rouba do organismo das nossas crianças vitaminas do complexo B, necessárias para a <em>absorção</em> destas calorias vazias.</p>
<p style="text-align: justify;">A ingestão de alimentos à base de farinha branca está associada a um risco aumentado de obesidade e diabetes. A razão é simples: eles são fáceis de pegar, comer, possuem sabor agradável e causam saciedade muito passageira.</p>
<p style="text-align: justify;">A ingestão de alimentos à base de farinha branca também está associada a um risco aumentado de cáries dentárias.</p>
<p style="text-align: justify;">As empresas de panificação lançam mão de toda sorte de produtos químicos no intuito de fabricar pães que atendam a uma série de aparentes conveniências, como por exemplo, prolongar a “vida de prateleira”, manter uma aparência de “frescor”, criar uma crosta bem crocante e alaranjada, tornar o processo de produção mais “confiável”, “melhorar” a textura da massa, minimizar a contaminação por microorganismos indesejáveis, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Para obter essas “conveniências”, as empresas de panificação costumam lançar mão de produtos nada saudáveis, como bromatos, usados para “melhorar” a farinha e que são tóxicos porque podem interferir com o metabolismo do iodo causando problemas na glândula tireóide, além de poderem causar câncer. Sim, os bromatos estão proibidos por Lei brasileira desde o início do Século 21, mas quem garante que seu uso não ocorre de maneira clandestina? Há que se ter cuidado para que esse veneno não chegue às nossas crianças. Nem aos nossos doentes nos hospitais. E o melhor cuidado é não oferecer o pão.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro exemplo são as margarinas, também conhecidas como gorduras vegetais, fontes de gorduras oxidadas e deformadas – e sim, até mesmo trans –, que podem causar toda sorte de prejuízos à nossa saúde e que são utilizadas quase que obrigatoriamente pelas panificadoras para prolongar a “vida de prateleira” de seus maravilhosos pães, bolachas, pães-de-queijo, bolos etc.</p>
<p style="text-align: justify;">O cardápio dos lanches da maioria das escolas está excessivamente monótono. Quase todos os dias pão branco, bolacha ou bolo ( que se compõe de farinha refinada + açúcar refinado), quase sempre acompanhados de ingredientes industrializados como requeijão ou geléia – e nada de frutas frescas. Com a enorme disponibilidade de frutas frescas, <em>in natura</em>, que temos no Brasil, cada vez menos o cardápio das escolas tem oferecido frutas frescas!!! Mais se parece um cardápio de algum país gelado, sem muitas opções de frutas e com uma indústria alimentícia próspera que NA MINHA OPINIÃO PAUTA, SIM, as tabelas e diretrizes nutricionais que mais lhes convêm para serem seguidas por TODOS, inclusive pelo Brasil, país onde facilmente se encontram frutas <em>in natura</em>. De que outra forma explicar a ausência cada vez maior de alimentos <em>in natura</em> nos lanches das escolas? Na minha cartilha, alimentos i<em>n natura</em> são mais saudáveis, nutritivos e adequados a crianças pequenas que &#8220;produtos alimentícios&#8221; industrializados e refinados. Cada vez mais raramente vejo frutas, muito menos um iogurte natural e integral, no cardápio de escolas e hospitais. Será que nossas crianças e doentes não precisam de probióticos no lanche?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ingredientes Ocultos<br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todos esses pães e bolos, por sua vez, levam margarina ou &#8220;gordura vegetal&#8221; à base de óleos vegetais os mais ordinários, altamente refinados, interesterificados e consequentemente oxidados, leite reconstituído, vitamina A sintética, mono e diglicerídios (que por uma brecha legal PODEM conter ácidos graxos <em>trans</em>, pois apenas <em>triglicerídios</em> são legalmente considerados como <em>ácidos graxos</em>, inclusive para fins de contagem calórica), lecitina de soja (quase sempre transgênica), benzoato de sódio (que na presença de ácido ascórbico, conservante presente em <em>outros</em> alimentos e também conhecido como vitamina C, se transforma em <em>benzeno</em>, conhecido agente cancerígeno), TBHQ ou butil hidroquinona terciária (que ativa o gene da tioredoxina, substância envolvida no crescimento celular e apoptose - Biochem J. 01/09/2006; 398(Pt 2): 269–277), aroma &#8220;idêntico ao natural&#8221; de manteiga, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bolachas Industrializadas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bolachas industrializadas levam, além da gordura vegetal acima, açúcar invertido (ingrediente de altíssimo índice glicêmico que requer a produção de altos picos de insulina pelo pâncreas), xarope de milho de alto teor de frutose (que além de sobrecarregar o pâncreas satura a via metabólica da glicose, pois a frutose-1-fosfato produzida a partir da frutose por ação da frutoquinase hepática gera metabólitos a jusante do passo metabólico regulatório no nível da fosfofrutoquinase &#8211; o que significa que as vias que seriam naturalmente moduladas/retardadas por intermediários energéticos que afetam os níveis de fosfofrutoquinase NÃO são moduladas pela frutose), amido, fermento químico, lecitina de soja, enzimas como protease e alfa-amilase (produzidas a partir de microorganismos geneticamente modificados) etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sucos Industrializados</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sucos industrializados podem conter açúcar, fosfato de potássio monobásico, cloreto de sódio (sal), ácido cítrico, benzoato de sódio, sorbato de potássio, &#8220;aroma idêntico ao natural&#8221; da fruta, reguladores de acidez, corantes artificiais (ex: &#8220;vermelho-bordeaux&#8221;, &#8220;azul brilhante&#8221;, etc), antioxidante (ácido ascórbico) (que reage com o benzoato de sódio produzindo benzeno, cancerígeno), extrato de soja (transgênica) etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Geléias Industrializadas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Geléias industrializadas podem conter xarope de milho de alto teor de frutose, carragena [cancerígeno de acordo com Environ Health Perspect 109:983-994 (2001)], ácido cítrico, benzoato de sódio, essência artificial de fruta, corantes artificiais potencialmente alergênicos, tartrazina etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nitritos e Glutamato Monossódico</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Salsichas e peito de peru, que podem constar no cardápio do lanche dos nossos filhos e dos nossos doentes hospitalizados, são carnes embutidas, altamente industrializadas e nada naturais que contêm nitritos (que no intestino formam nitrosaminas, cancerígenas) e glutamato monossódico.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os Ingredientes Artificiais Interagem Entre Si</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vimos acima o caso da interação entre o benzoato e o ácido ascórbico, transformando-se em benzeno (cancerígeno). Mas saiba que <em>praticamente não se tem idéia </em>de todas as possíveis interações e consequências, entre tantos e tantos produtos químicos que se encontram em tantos e tantos &#8220;produtos alimentícios&#8221; diferentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Até que ponto se pode garantir que uma dor de cabeça crônica, uma síndrome da fadiga crônica, uma asma, uma síndrome do intestino irritável, uma alergia recorrente, uma doença autoimune, um câncer, não possam decorrer de uma <em>sensibilidade química</em> apresentada por um determinado indivíduo?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Você Pode Mudar Este Cenário!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se as &#8220;autoridades de saúde&#8221; não estão tomando as devidas providências, isso não significa que você deve ficar aí parado. Não espere <em>alguém</em> fazer alguma coisa. Faça você. Leia mais. Informe-se. Estude. <em>Questione</em>. <em>Exija</em> cardápios naturais no lanche de seu filho na escola. Junte-se a outras pessoas que pensam como você. A união faz a força. <em>Exija</em> cardápios naturais para seus entes queridos hospitalizados. Se uma boa parte dos consumidores exigir um determinado padrão, um segmento do mercado passará a oferecê-lo. E lembre-se que afinal, você não estará exigindo nenhum absurdo – apenas alimentos <em>in natura </em>nas escolas e hospitais, como carne fresca, frutas e verduras frescas, ovos frescos, enfim, alimentos que sempre estiveram associados à boa saúde desde o início da Humanidade.</p>

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		<title>Deixe o Milho de Molho para Liberar Nutrientes</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 12:36:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Alexandre Feldman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[culinária tradicional]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas Culinárias]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[niacina]]></category>
		<category><![CDATA[nixtamalização]]></category>
		<category><![CDATA[vitamina B3]]></category>

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		<description><![CDATA[O milho libera Vitamina B3 (niacina) e fica mais nutritivo se for deixado de molho em solução alcalina de água e cal. É a nixtamalização. Pode prevenir sintomas como depressão, diarréia, dor de [...]]]></description>
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<div id="attachment_192" class="wp-caption alignright" style="width: 324px"><img class="size-full wp-image-192" title="milho" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/milho.jpg" alt="Os vários tipos ancestrais de milho estão desaparecendo por causa da manipulação genética predatória e do nosso desconhecimento" width="314" height="280" /><p class="wp-caption-text">Os vários tipos ancestrais de milho estão desaparecendo por causa da manipulação genética predatória e do nosso desconhecimento</p></div>
<p>O milho se originou na américa central e seu consumo foi, ao longo de séculos, uma das bases para a saúde e sustento das populações indígenas daquelas regiões desde muito antes de Cristo. E desde os tempos mais remotos, as mulheres indígenas centroamericanas desenvolveram um processo especial de pré-preparo desse maravilhoso grão amarelo-dourado, que recebe o nome de nixtamalização.</p>
<p>A nixtamalização nada mais é que deixar o milho de molho num meio alcalino. Não se sabe como, mas os indígenas centroamericanos descobriram, graças à sua sabedoria ancestral, que esse processo torna o milho um alimento muito, muito mais nutritivo. Assim, eles deixavam o milho de molho em água com pedra-cal ou então cinzas das fogueiras utilizadas para cozinhar os alimentos. Isso amolecia as cascas dos grãos, o que facilitava sua moagem.<span id="more-191"></span> Mas a verdadeira magia desse processo está na química nutricional: hoje se sabe que o meio alcalino criado na água com as cinzas ou cal aumenta o poder nutritivo do grão de milho! Segundo antropólogos e historiadores da alimentação como <img class="alignright size-full wp-image-193" title="livro1" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/livro1.jpg" alt="livro1" width="240" height="240" />Sophie D. Coe em seu livro America&#8217;s First Cuisines (As Culinárias Primordiais da América) o progresso que destacou a civilização centroamericana em relação aos povos vizinhos pode ter sido influenciado, em grande parte, pela nutrição superior resultante da descoberta e prática da nixtamalização.</p>
<p>O milho foi introduzido na África sem nixtamalização,  e ao contrário das prósperas civilizações indígenas centroamericanas, aquelas populações africanas que adotaram o milho como base de sua alimentação desenvolveram sérios problemas de saúde advindos de deficiências de nutrientes.</p>
<p>Especificamente falando, a nixtamalização do milho faz com que ele libere a vitamina B3 (niacina), um nutriente vital. A deficiência máxima de vitamina B3 causa uma doença potencialmente fatal conhecida como pelagra. Porém, deficiências intermediárias de vitamina B3 podem se manifestar por feridas na pele, boca e lábios, bem como depressão, falta de energia, cansaço crônico, irritabilidade excessiva, dores de cabeça, zumbido no(s) ouvido(s) (conhecido como tinnitus em &#8220;mediquês&#8221;), cãibras, distúrbios intestinais do tipo azia e diarréias frequentes, e até alucinações e incapacidade de utilizar bem o intelecto.</p>
<p>Num país como o Brasil atual, cuja alimentação é pobre não apenas por razões financeiras mas principalmente por desconhecimento da população, o benefício à população poderia ser tremendo caso os nutrientes daqueles alimentos da nossa dieta cotidiana &#8211; um deles o milho e seus derivados &#8211; fossem liberados e melhor aproveitados em nosso organismo por métodos como este.</p>
<p>Liberar nutrientes dos grãos-legumes, grãos-cereais e sementes é vital para quem quer ter saúde e bem-estar plenos. Quando os europeus descobriram a América, sua sobrevivência aconteceu graças à ajuda dos índios. Teria sido ótimo se os europeus houvessem mantido algumas das práticas culinárias indígenas tradicionais, como a nixtamalização do milho.</p>
<p>Mas nunca é tarde para reaprender e retomar esse costume. É sempre muito importante aprendermos como melhor utilizar o alimento à nossa disposição para uma boa nutrição, saúde e bem-estar de nossa família. E a nixtamalização do milho contribui neste sentido!</p>
<p>Para ver como eu faço a nixtamalização do milho em casa, <a title="&quot;Uma Palavra Sobre o Milho&quot;, por Pat Feldman no site Crianças na Cozinha" href="http://pat.feldman.com.br/?p=7619"><strong>clique aqui</strong></a>. Você também descobrirá como fazer uma deliciosa polenta com fubá nixtamalizado.</p>
<p>Literatura recomendada:</p>
<div id="attachment_195" class="wp-caption alignleft" style="width: 176px"><img class="size-full wp-image-195" title="livro2" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/livro21.jpg" alt="A Thousand Years Over a Hot Stove: A History of American Women Told through Food, Recipes, and Remembrances. ISBN 0-393-01671-4" width="166" height="207" /><p class="wp-caption-text">A Thousand Years Over a Hot Stove: A History of American Women Told through Food, Recipes, and Remembrances. ISBN 0-393-01671-4</p></div>

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		<title>Notícia absurda: &#8220;Fast Food aumenta a felicidade das crianças&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 19:23:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Alexandre Feldman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias Absurdas]]></category>
		<category><![CDATA[Saiu na Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[fast food]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em veículo (supostamente) confiável, de alcance nacional, pode trazer consequências trágicas para a saúde de nossas [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fmedicinadoestilodevida.com.br%252Ffast-food-felicidade%252F%22%2C%20%22shorturl%22%3A%20%22http%3A%2F%2Fbit.ly%2FboqIaF%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Not%C3%ADcia%20absurda%3A%20%5C%22Fast%20Food%20aumenta%20a%20felicidade%20das%20crian%C3%A7as%5C%22%22%20%7D);"></div>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-71 alignleft" title="criancaslanche1" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/04/criancaslanche1.jpg" alt="criancaslanche1" width="67" height="100" />Caros amigos,</p>
<p style="text-align: justify;">Vejam que absurdo esta manchete da página principal do <strong><a href="http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=8073" target="_blank">UOL Ciência e Saúde</a></strong> de 16 de março de 2009:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><strong><em>Fast food</em> aumenta o peso, mas também a felicidade das crianças, diz estudo</strong></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">O estudo ao qual a manchete se refere foi publicado no obscuro <a href="http://www.springer.com/social+sciences/quality+of+life+research/journal/10902?detailsPage=description" target="_blank"><strong><em>Journal of Happiness Studies</em></strong></a> e repercutido para todo o Brasil através de notícia publicada no <strong><a href="http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=8073" target="_blank">UOL Ciência e Saúde</a></strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-66"></span></p>
<p style="text-align: justify;">No estudo, realizado conjuntamente por uma universidade dos Estados Unidos (University of Arkansas) e outra de Taiwan (National Taiwan University), os autores concluem a seguinte &#8220;pérola&#8221;: <strong>as crianças que comem <em>fast food</em> e refrigerantes regularmente apresentam menor probabilidade de serem infelizes que aquelas que não consomem esses itens</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, é isso mesmo! Você não está sonhando!</p>
<p style="text-align: justify;">Será que os autores deste estudo (e os órgãos jornalísticos que repercutiram esse absurdo, sem qualquer questionamento ou comentário) não se perguntaram <strong>como alguém pode chegar a essa conclusão tão absurda?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como médico, posso afirmar uma coisa com toda a certeza: Uma criança &#8211; um ser humano em plena fase de desenvolvimento &#8211; que consome regularmente <em>fast food</em> e refrigerantes, <em>não é mais feliz</em> &#8211; mas sim, <em>mais doente</em> &#8211; que uma criança que não os consome. Ponto final. Aliás, não precisa nem ser médico para chegar a essa conclusão.</p>
<p style="text-align: justify;">A pergunta que você precisa se fazer é: <strong>por que esse estudo, originalmente publicado em uma mídia tão obscura e desconhecida, recebe tanta repercussão a ponto de aparecer na mídia de massa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Será que os jornalistas que repercutem esse tipo de estudo lêem regularmente <em>todas</em> as revistas científicas, até mesmo aquelas menos conhecidas, para &#8220;pescarem&#8221; esses artigos?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ou será que eles ficaram sabendo dessa notícia através de algum <em>press release</em> enviado por alguma assessoria de imprensa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Contratar um serviço de assessoria de imprensa é caro.</p>
<p style="text-align: justify;">A quem interessa a divulgação desse tipo de notícia?</p>
<p style="text-align: justify;">À indústria alimentícia, obviamente!</p>
<p style="text-align: justify;">E a indústria alimentícia tem muito dinheiro. Ela pode contratar as melhores assessorias de imprensa que o mundo pode oferecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Você tem alguma dúvida que a indústria alimentícia está por trás da divulgação dessa notícia?</p>
<p style="text-align: justify;">Leia outros artigos sobre situações similares clicando <a href="http://www.enxaqueca.com.br/blog/?p=94"><strong>aqui</strong></a> e depois <a href="http://pat.feldman.com.br/?p=5503"><strong>aqui</strong></a>.</p>

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