
A melhora da educação no Brasil não depende de melhores escolas, mas de melhores pais.
Escolas podem DESeducar muito mais que educam. Quer uma prova? Analise a seguuinte situação: Uma criança de 6 anos volta da escola e comenta algo do tipo “– O Joãozinho é um fracote! Todos os meus amiguinhos pensam assim!”. Ou “O [colega dominante do grupo] diz que a Mariazinha é feia”. Ou que “o Pedrinho é burrinho”. Ou que “eu pareço com uma melancia podre”. Ou que “eu tenho cabelo de BomBril” e assim por diante.
A tão supervalorizada “socialização” entre crianças pode ser algo bom, mas também pode ser algo muito prejudicial à formação e autoestima de muitas crianças, com repercussões irreparáveis por toda a vida. Crianças podem tornar-se agressivas, apáticas, revoltadas sem razão aparente, tristes, enfim, seu comportamento, saúde mental e física podem se alterar negativamente de diversas formas, mediante a influência de outras crianças que possuam valores conflitantes com os ensinamentos positivos que recebeu em casa.
O problema é justamente que a maioria das crianças não recebe valores éticos, sociais e morais de seus próprios pais. Seja por falta de tempo, dinheiro, ambos ou a desculpa de qualquer um dos dois, vemos cada vez mais crianças “educadas” pelos cuidadores, sejam eles babás, empregados, avós, professores, e cada vez menos pelos próprios pais.
As escolas podem, no máximo, instruir. A educação, a personalidade, vem (ou deveria vir) de casa – “de berço”. Caso contrário, essas crianças se tornarão todas iguais, no pior sentido possível. Pasteurizadas, homogeneizadas, sem nenhum traço de individualidade no falar, no vestir, no agir, no pensar. Considerando que o sucesso na vida consiste na capacidade de pensar diferente, o que a sociedade está produzindo é uma multidão de iguais, que jamais poderão ser felizes num ambiente cada vez mais competitivo e que requer diferenciação.
Nesse contexto social distorcido, diferenciação se tornou sinônimo de pós-graduação. Hoje em dia, faculdade só não basta! Por que? Justamente porque todos continuam iguais apesar de “todo” o “conhecimento” adquirido ao longo de anos e anos de faculdade! E assim, naturalmente, mestrado só não basta! Tem que ser doutorado, ou “melhor ainda”, pós-doutorado, para ter chance de conseguir um emprego que, uma vez conseguido, não irá requerer minimamente toda essa “formação”.
Assim, por falta de pessoas realmente capazes, responsáveis, éticas, com clareza e simplicidade de raciocínio, genuinamente sociáveis e verdadeiramente felizes, temos uma legião de “líderes” (pense em “chefes”) repletos de autoridade porém incompetentes, sem empatia, sem compreensão, sem humanidade, oportunistas, individualistas, com valores pessoais e familiares distorcidos, cujos filhos frequentam as “melhores escolas” (onde “melhores”, nesta filosofia, seria sinônimo de “mais caras”), fechando, desta forma, o ciclo, a espiral descendente que ameaça o futuro e a felicidade da próxima geração.
As escolas – nem as “melhores”, nem as “piores” – jamais conseguirão fornecer às crianças a educação que essas crianças deveriam receber dos pais em casa. Ter filhos é uma grande responsabilidade que somente pode ser cumprida cuidando-se deles.
É na infância que se vê (e sem o devido cuidado, se aprende com) a criança que acha graça “passar rasteira” para ver o coleguinha (que caminhava feliz e relaxado em seu mundo infantil) cair (e quem sabe chorar, ou pior ainda, se machucar no corpo e na alma). É na infância que se aprende a enxergar apenas o lado negativo (que nem negativo é!) das outras crianças (“cabelo de BomBril”, “baixinho”, “fracote”…). É na infância que se moldam os principais valores eticos, morais e familiares.
Ao atingirem a adolescência esses indivíduos assim criados passam a se identificar mais com sua “tribo” que com os próprios pais. Os pais, por sua vez, passam a sentir que seu filho é um verdadeiro estranho na casa.
Bem, a essa altura o querido leitor já entendeu meu ponto de vista: Educação, alegria, sucesso em relacionamentos sólidos e saudáveis na vida adulta, bons hábitos e saúde radiante, têm suas raízes em casa!
Pense nisso ANTES de ter filhos!

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