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	<title>Medicina do Estilo de Vida &#187; Alimentação</title>
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		<title>Ração Humana &#8211; FUJA DELA!</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 00:12:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Alexandre Feldman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[Ração humana contém antinutrientes. Ração humana contém inibidores enzimáticos. Ração humana contém óleos oxidados. Ração humana pode irritar o [...]]]></description>
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<h3>Ração Humana Pode Causar Prejuízos à Saúde</h3>
<div id="attachment_271" class="wp-caption alignleft" style="width: 356px"><img class="size-full wp-image-271 " title="racao_humana" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/racao_humana.jpg" alt="Ração humana: Não Recomendo!" width="346" height="231" /><p class="wp-caption-text">Ração Humana: Não Recomendo</p></div>
<p style="text-align: justify;">Uma assim chamada &#8220;ração humana&#8221; tem recebido destaque cada vez maior na mídia brasileira, inclusive em revistas de circulação nacional. No meu consultório, cada vez mais pacientes perguntam minha opinião sobre ração humana. Em vários sites, lemos que ração humana não possui contraindicação. Que ração humana pode ser consumida no lugar de uma das refeições. Que ração humana ajuda a perder peso. Que ração humana contribui para a saúde do coração e vasos sanguíneos, alivia sintomas da menopausa, solta o intestino. Lê-se até que ração humana ajuda a combater flacidez!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ração Humana – A Verdade Tóxica Por Trás dos Grãos e Cereais <span id="more-269"></span><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A própria FAO, segmento da Organização das Nações Unidas (ONU) para a agricultura e alimentação, reconhece  e informa a verdade: os grãos-legumes (por exemplo, soja) e grãos-cereais (por exemplo, trigo e aveia) contêm, naturalmente, uma série de substâncias tóxicas. Se ingeridas, essas substâncias interferem negativamente com vários aspectos da saúde humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Os grãos-legumes e grãos-cereais como aqueles presentes na ração humana, contêm <em>antinutrientes</em>. Antinutrientes são substâncias naturais que interferem negativamente com a absorção de <em>nutrientes</em> do nosso organismo. Entre esses nutrientes cuja absorção é prejudicada pelos antinutrientes dos grãos da ração humana estão o ferro (importante para a formação de hemoglobina do sangue), o magnésio (importante para manter o organismo sem <em>dor</em>, entre muitas outras funções), zinco (associado à fertilidade, inteligência e uma série de outras funções), cobre, cálcio, manganês, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Os grãos, como os presentes na ração humana, contêm substâncias naturais tóxicas como, por exemplo, <em>inibidores de protease, inibidores da amilase, hemaglutininas</em><em>, saponinas, cianogênios, queladores de metais, </em>entre outras. A presença dssas substâncias não apenas reduz o valor nutricional dos alimentos que você come, mas coloca em risco a sua saúde. (Quero aproveitar para deixar claro que não sou contra o consumo dessses grãos, mas a favor de ingeri-los <em>sem</em> tais antinutrientes. E isso é perfeitamente possível. <a title="Como tratar grãos para neutralizar antinutrientes" href="http://pat.feldman.com.br/?p=5617&amp;cpage=1" target="_blank"><strong>CLIQUE AQUI</strong></a><strong> e </strong>também <strong><a title="Clique aqui para compreender mais sobre antinutrientes e como neutralizá-los" href="http://medicinadoestilodevida.com.br/?p=119">AQUI</a></strong> para saber como prapará-los em casa de modo a neutralizar todas essas substâncias tóxicas dos seus grãos-legumes e grãos-cereais, e assim poder consumi-los em sua forma maximamente nutritiva).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Grãos-Cereais e Grãos-Legumes Integrais da Ração Humana Contêm tudo isso.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E a ração humana é justamente <em> à base desses grãos!</em></p>
<p style="text-align: justify;">Então, quando você come ração humana, pode ter certeza de que está ingerindo essas substâncias tóxicas, também.</p>
<p style="text-align: justify;">Os inibidores da protease e amilase, presentes nos grãos, inclusive os que compõem a ração humana, são prejudiciais ao nosso organismo pois inibem a ação de importantes enzimas digestivas, resultando numa digestão incompleta (e portanto absorção prejudicada) de nutrientes como proteínas e carboidratos.</p>
<p style="text-align: justify;">As hemaglutininas presentes nos grãos, inclusive os que compõem a ração humana, são substâncias que tornam nosso sangue mais coagulável que o normal.</p>
<p style="text-align: justify;">As saponinas que se encontram nos grãos, incluindo aqueles que compõem a ração humana, possuem propriedades hemolíticas e, segundo estudos, inibem o crescimento (Cheeke PR: &#8221;Nutritional and physiological properties of saponins.&#8221; <em>Nutr. Rep. Intern. </em>13: 315).</p>
<p style="text-align: justify;">Os cianogênios presentes nos grãos, incluindo os grãos presentes na ração humana, são substâncias altamente tóxicas pois se transformam facilmente em <em>cianeto</em>, que por sua vez interfere negativamente com a utilização de oxigênio pelas nossas células.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, componentes da ração humana como a farinha de arroz integral, a aveia em flocos, o farelo de aveia, o milho do fubá, a fibra de trigo e <em>principalmente a farinha de soja</em>, contêm uma série de toxinas, inclusive inibidores de enzimas como a tripsina, quimotripsina, serina-endopeptidase e  cisteína-protease.</p>
<p style="text-align: justify;">Os grãos, inclusive aqueles presentes na ração humana, são <em>oleaginosos</em>, ou seja, contêm em sua composição <em>óleos delicadíssimos</em> (por exemplo, de soja, de gérmen de trigo, de aveia, de milho) <span style="text-decoration: underline;">que se oxidam facilmente uma vez esfarelados esses grãos</span>. Portanto, as farinhas e farelos presentes na ração humana contêm uma coleção de <em>óleos oxidados</em>. Óleos oxidados <em>fazem mal para o coração</em>, para as artérias, para a saúde como um todo, favorecendo o aparecimento e a manutenção de doenças degenerativas, dores crônicas e acelerando o processo de envelhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">As fibras presentes nos componentes da ração humana, ao contrário da crença generalizada, <em>não são necessariamente saudáveis</em>. Fibras podem <em>machucar, irritar</em> a delicada parede intestinal. Essa irritação, que pode ser provocada não apenas pelas fibras mas também pelo <em>gluten</em> que se encontra no trigo e aveia, presentes na ração humana, faz com que aumente o número de evacuações, mas também propicia a má absorção de nutrientes. <strong><a title="Entenda mais sobre os possíveis malefícios dos grãos integrais" href="http://medicinadoestilodevida.com.br/?p=119">Por favor CLIQUE AQUI para ler explicações mais completas sobre as possíveis consequências dessa má absorção</a>.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Alguns dos componentes da ração humana, como o trigo e a soja, são altamente alergênicos, encontrando-se inclusive entre os primeiros da lista dos alimentos mais alergênicos que se conhecem.</p>
<p style="text-align: justify;">Incrível, portanto, alguns órgãos de imprensa difundirem que a ração humana não tem contraindicações. A propósito: <em>E quem tem doença celíaca? Pode comer ração humana?? Óbvio que não!</em></p>
<p style="text-align: justify;">As isoflavonas presentes na soja, componente da ração humana, são <em>disruptores endócrinos. </em>Longe de panacéias para resolver problemas hormonais, as isoflavonas interferem negativamente com o bom funcionamento da glândula tireóide outros hormônios do nosso organismo e deveriam ser evitadas a qualquer custo.</p>
<p style="text-align: justify;">O guaraná em pó, presente na ração humana, possui propriedades estimulantes do sistema nervoso central (cérebro), o que não é nada bom se você consumir rotineiramente.</p>
<p style="text-align: justify;">O cacau em pó, presente na ração humana, também possui ação estimulante do sistema nervoso central e não deveria ser utilizado rotineiramente. Estimulantes do sistema nervoso central são particularmente nocivos para fetos, pois essas substâncias atravessam a barreira hematoplacentária.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão:</strong> A febre atual envolvendo a assim chamada &#8220;ração humana&#8221; é mais uma prova da desinformação da qual nossa população é vítima. Não recomendo ração humana para ninguém.</p>

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		<title>Óleo de Fígado de Bacalhau: Uma Tradição Que Faz Bem!</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 23:13:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Alexandre Feldman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Suplementos]]></category>
		<category><![CDATA[óleo de fígado de bacalhau]]></category>

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		<description><![CDATA[Óleo de fígado de bacalhau já foi consumido e reverenciado por muitas gerações, quando as doenças dos tempos modernos como enxaqueca, depressão, ansiedade, TPM, déficit de atenção e hiperatividade, não eram tão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p>Antigamente, as mães e avós não deixavam faltar, na vida de seus filhos e netos, uma colher diária de óleo de fígado de bacalhau. Elas sabiam &#8211; aprenderam de suas próprias mães e avós &#8211; que ele faz bem. Essa sabedoria popular estende-se a várias civilizações muito antigas, cuja saúde, constituição física, agilidade mental, sobreivência e prosperidade dependiam de ingredientes da sua alimentação. Nessas culturas, o óleo de fígado de bacalhau era reverenciado! Tomá-lo ou não, fazia toda a diferença. E como veremos, ainda pode fazer! <span id="more-256"></span></p>
<p>Se de um lado, a ciência contemporânea séria estuda e comprova, a cada dia, os importantes benefícios do óleo de fígado de bacalhau, de outro, infelizmente alguns profissionais de saúde acham que esse óleo não serve para nada. Claro, ninguém pode patentear o coitado do bacalhau, portanto a indústria farmacêutica não possui o menor interesse em divulgá-lo…</p>
<p>O óleo de fígado de bacalhau é uma fonte importante de nutrientes essenciais, porém difíceis de serem obtidos na dieta contemporânea: Além de ácidos graxos ômega-3, ele é rico em vitaminas A e D pré-formadas, podendo conter pequenas quantidades de vitamina K, vital para a saúde do sangue e dos ossos.</p>
<p>A vitamina D promove a absorção e transferência de cálcio através das membranas celulares. Essa transferência cálcio é importante não apenas para os ossos, mas também para o bom funcionamento do cérebro e sistema nervoso.</p>
<p>A vitamina D também influencia a absorção de magnésio e zinco. Níveis adequados de cálcio, magnésio e zinco no cérebro são fundamentais para a neurotransmissão. Doenças como a enxaqueca, depressão, ansiedade, pânico, fibromialgia e síndrome do déficit de atenção, têm como base um mau funcionamento na neurotransmissão.</p>
<p>Um estudo norte-americano publicado em 7 de setembro de 2006 na revista Epidemiology and Infection, relata que a forma biologicamente ativa de vitamina D (que se encontra no óleo de fígado de bacalhau) possui propriedades antiinflamatórias!</p>
<p>A vitamina D contribui para o equilíbrio hormonal. Estudos científicos associaram sua ingestão à melhora de doenças como ovários policísticos, infertilidade, TPM e enxaqueca menstrual.</p>
<p>Estudos demonstram que estados de deficiência de vitamina D produzem sintomas que são confundidos com fibromialgia e síndrome da fadiga crônica. Ambas essas doenças, freqüentemente, coexistem com a enxaqueca.</p>
<p>A vitamina D regula uma enzima chamada tirosina hidroxilase, necessária para a produção de neurotransmissores como a dopamina, adrenalina e noradrenalina. O desequilíbrio desses neurotransmissores está associado à enxaqueca e depressão, entre outras doenças. Leia mais a respeito da relação entre neurotransmissores e enxaqueca no meu livro, “<strong><a title="Clique aqui para saber mais sobre o livro" href="http://www.enxaqueca.com.br/site_dicas.html" target="_blank">Enxaqueca &#8211; Só Tem Quem Quer</a></strong>”.</p>
<p>Para ser assimilada pelo organismo de maneira adequada, a vitamina D precisa ser ingerida juntamente com gordura, pois ela dissolve-se na mesma, facilitando a sua absorção. Além disso, é desejável que mantenha uma proporção adequada com a vitamina A. Ambos esses requisitos estão presentes no óleo de fígado de bacalhau.</p>
<p>O óleo de fígado de bacalhau também contém ômega-3, conhecido por suas propriedades antiinflamatórias.</p>
<p>Quantas qualidades para um único alimento!</p>
<p>Existem várias qualidades de óleo de fígado de bacalhau. Um produto, por exemplo, pode ostentar o rótulo de “óleo de fígado de bacalhau”, mas se você ler atentamente a lista de ingredientes, poderá encontrar vários não desejáveis à saúde, como óleo de soja, aromatizantes, corantes, sabor artificial, etc. Por isso, fique de olho.</p>
<p>Algumas farmácias de manipulação possuem óleo de fígado de bacalhau puro em seus estoques, mas só podem vendê-lo mediante receita médica. Por isso, uma boa idéia é conversar com seu médico a respeito. Ele poderá orientá-lo quanto à dosagem mais adequada para o seu caso.</p>
<p>Existem drogarias que possuem o óleo de fígado de bacalhau na forma de cápsulas. Estas podem ser adquiridas diretamente, sem receita médica. Mas cuidado, existem alguns que não são puros, portanto leia os rótulos com atenção.</p>
<p>Não confunda “Óleo de Peixe” com “Óleo de Fígado de Bacalhau”. Prefira o último.</p>
<p>Ao consumir o óleo de fígado de bacalhau, certifique-se de ingerir bastante cálcio. Sugiro, como fonte de cálcio, o iogurte natural integral. Esse detalhe é importante para a saúde dos seus ossos. Não faz bem aos ossos ingerir vitamina D sem ingerir cálcio suficiente.</p>
<p>Na minha experiência, o óleo de fígado de bacalhau é um excelente suplemento. Por isso, minha dica é: converse com seu médico de confiança a respeito e verifique se esse suplemento é adequado para você.</p>
<p>Para ler mais sobre óleo de fígado de bacalhau, leia também os seguintes artigos:</p>
<p>Óleo de Fígado de Bacalhau &#8211; Uso, Qualidade e Disponibilidade (<a title="Óleo de Fígado de Bacalhau: Uso, Qualidade e Disponibilidade" href="http://www.enxaqueca.com.br/blog/?p=137" target="_blank"><strong>clique aqui</strong></a>).</p>
<p>Óleo de Figado de Bacalhau Reduz a Dor (<strong><a title="Óleo de Fígado de Bacalhau Reduz a Dor" href="http://www.enxaqueca.com.br/blog/?p=136" target="_blank">clique aqui</a></strong>).</p>
<p>Óleo de Fígado de Bacalhau &#8211; Um Superalmento para Crianças (<a title="Óleo de Fígado de Bacalhau: Um Superalimento para Crianças" href="http://www.enxaqueca.com.br/blog/?p=34" target="_blank"><strong>clique aqui</strong></a>).</p>
<p>Até breve!</p>

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		<title>A Péssima Alimentação nas Escolas e Hospitais</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 23:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Alexandre Feldman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<category><![CDATA[Prejudiciais]]></category>
		<category><![CDATA[aditivos químicos]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação escolar]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos industrializados]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[hospital]]></category>

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		<description><![CDATA[Escolas e hospitais deveriam, acima de tudo, oferecer a alimentação mais saudável possível. Mas infelizmente, seus cardápios baseiam-se em ingredientes industrializados que roubam nossa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p style="text-align: justify;">Escolas são lugares frequentados por crianças em fase de crescimento e desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Hospitais são lugares frequentados por indivíduos (inclusive crianças) doentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanto escolas quanto hospitais deveriam se preocupar ao máximo em oferecer a alimentação mais saudável possível para seus frequentadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Com tantas notícias ambíguas sobre <em>o que é</em> uma alimentação saudável, uma coisa é unânime para a ciência: alimentos industrializados, aditivos químicos, corantes, conservantes, emulsificantes, aromatizantes, estabilizantes, adoçantes artificiais, açúcar branco, farinha refinada e óleos oxidados <em>não são saudáveis</em>. Definitivamente. <span id="more-240"></span></p>
<p style="text-align: justify;">E é exatamente uma alimentação baseada nos produtos acima que as escolas e hospitais oferecem: bolos, bolachas, <em>milk-shakes </em>&#8220;químicos&#8221;, coberturas, doces de toda sorte, sucos industrializados, alimentos à base de farinha branca e açúcar refinado, ingredientes como óleos oxidados, aditivos químicos, conservantes etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Como é que uma escola pode ter a meta de formar indivíduos bem-sucedidos, se para ser bem-sucedido você precisa antes de mais nada ser <em>saudável</em>, e para ser saudável você precisa <em>aprender a se alimentar</em>?!!!</p>
<p style="text-align: justify;">Como é que um hospital pode ter a meta de recuperar a saúde das pessoas, se oferece alimentos industrializados que roubam nossa energia e prejudicam nossa saúde?</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma semana troquei emails com uma nutricionista responsável pelos lanches de uma escola de São Paulo – lanches estes à base de pão francês, pão de forma, bolachas, carnes embutidas geléia industrializada, suco industrializado, bolos, caldas, <em>e nem sequer uma fruta fresca</em>. Sabem o que ela escreveu diante do meu questionamento? <em>Que prioriza alimentos naturais e não refinados</em> em seus cardápios!</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que todas as nutricionistas <em>competentes</em> que conheço ficaram tão indignadas quanto eu, quando mostrei a elas essa afirmação associada àquele cardápio de lanches escolares.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, a ingestão de &#8220;calorias vazias&#8221;, como as que enumerei acima, rouba do organismo das nossas crianças vitaminas do complexo B, necessárias para a <em>absorção</em> destas calorias vazias.</p>
<p style="text-align: justify;">A ingestão de alimentos à base de farinha branca está associada a um risco aumentado de obesidade e diabetes. A razão é simples: eles são fáceis de pegar, comer, possuem sabor agradável e causam saciedade muito passageira.</p>
<p style="text-align: justify;">A ingestão de alimentos à base de farinha branca também está associada a um risco aumentado de cáries dentárias.</p>
<p style="text-align: justify;">As empresas de panificação lançam mão de toda sorte de produtos químicos no intuito de fabricar pães que atendam a uma série de aparentes conveniências, como por exemplo, prolongar a “vida de prateleira”, manter uma aparência de “frescor”, criar uma crosta bem crocante e alaranjada, tornar o processo de produção mais “confiável”, “melhorar” a textura da massa, minimizar a contaminação por microorganismos indesejáveis, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Para obter essas “conveniências”, as empresas de panificação costumam lançar mão de produtos nada saudáveis, como bromatos, usados para “melhorar” a farinha e que são tóxicos porque podem interferir com o metabolismo do iodo causando problemas na glândula tireóide, além de poderem causar câncer. Sim, os bromatos estão proibidos por Lei brasileira desde o início do Século 21, mas quem garante que seu uso não ocorre de maneira clandestina? Há que se ter cuidado para que esse veneno não chegue às nossas crianças. Nem aos nossos doentes nos hospitais. E o melhor cuidado é não oferecer o pão.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro exemplo são as margarinas, também conhecidas como gorduras vegetais, fontes de gorduras oxidadas e deformadas – e sim, até mesmo trans –, que podem causar toda sorte de prejuízos à nossa saúde e que são utilizadas quase que obrigatoriamente pelas panificadoras para prolongar a “vida de prateleira” de seus maravilhosos pães, bolachas, pães-de-queijo, bolos etc.</p>
<p style="text-align: justify;">O cardápio dos lanches da maioria das escolas está excessivamente monótono. Quase todos os dias pão branco, bolacha ou bolo ( que se compõe de farinha refinada + açúcar refinado), quase sempre acompanhados de ingredientes industrializados como requeijão ou geléia – e nada de frutas frescas. Com a enorme disponibilidade de frutas frescas, <em>in natura</em>, que temos no Brasil, cada vez menos o cardápio das escolas tem oferecido frutas frescas!!! Mais se parece um cardápio de algum país gelado, sem muitas opções de frutas e com uma indústria alimentícia próspera que NA MINHA OPINIÃO PAUTA, SIM, as tabelas e diretrizes nutricionais que mais lhes convêm para serem seguidas por TODOS, inclusive pelo Brasil, país onde facilmente se encontram frutas <em>in natura</em>. De que outra forma explicar a ausência cada vez maior de alimentos <em>in natura</em> nos lanches das escolas? Na minha cartilha, alimentos i<em>n natura</em> são mais saudáveis, nutritivos e adequados a crianças pequenas que &#8220;produtos alimentícios&#8221; industrializados e refinados. Cada vez mais raramente vejo frutas, muito menos um iogurte natural e integral, no cardápio de escolas e hospitais. Será que nossas crianças e doentes não precisam de probióticos no lanche?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ingredientes Ocultos<br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todos esses pães e bolos, por sua vez, levam margarina ou &#8220;gordura vegetal&#8221; à base de óleos vegetais os mais ordinários, altamente refinados, interesterificados e consequentemente oxidados, leite reconstituído, vitamina A sintética, mono e diglicerídios (que por uma brecha legal PODEM conter ácidos graxos <em>trans</em>, pois apenas <em>triglicerídios</em> são legalmente considerados como <em>ácidos graxos</em>, inclusive para fins de contagem calórica), lecitina de soja (quase sempre transgênica), benzoato de sódio (que na presença de ácido ascórbico, conservante presente em <em>outros</em> alimentos e também conhecido como vitamina C, se transforma em <em>benzeno</em>, conhecido agente cancerígeno), TBHQ ou butil hidroquinona terciária (que ativa o gene da tioredoxina, substância envolvida no crescimento celular e apoptose - Biochem J. 01/09/2006; 398(Pt 2): 269–277), aroma &#8220;idêntico ao natural&#8221; de manteiga, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bolachas Industrializadas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bolachas industrializadas levam, além da gordura vegetal acima, açúcar invertido (ingrediente de altíssimo índice glicêmico que requer a produção de altos picos de insulina pelo pâncreas), xarope de milho de alto teor de frutose (que além de sobrecarregar o pâncreas satura a via metabólica da glicose, pois a frutose-1-fosfato produzida a partir da frutose por ação da frutoquinase hepática gera metabólitos a jusante do passo metabólico regulatório no nível da fosfofrutoquinase &#8211; o que significa que as vias que seriam naturalmente moduladas/retardadas por intermediários energéticos que afetam os níveis de fosfofrutoquinase NÃO são moduladas pela frutose), amido, fermento químico, lecitina de soja, enzimas como protease e alfa-amilase (produzidas a partir de microorganismos geneticamente modificados) etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sucos Industrializados</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sucos industrializados podem conter açúcar, fosfato de potássio monobásico, cloreto de sódio (sal), ácido cítrico, benzoato de sódio, sorbato de potássio, &#8220;aroma idêntico ao natural&#8221; da fruta, reguladores de acidez, corantes artificiais (ex: &#8220;vermelho-bordeaux&#8221;, &#8220;azul brilhante&#8221;, etc), antioxidante (ácido ascórbico) (que reage com o benzoato de sódio produzindo benzeno, cancerígeno), extrato de soja (transgênica) etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Geléias Industrializadas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Geléias industrializadas podem conter xarope de milho de alto teor de frutose, carragena [cancerígeno de acordo com Environ Health Perspect 109:983-994 (2001)], ácido cítrico, benzoato de sódio, essência artificial de fruta, corantes artificiais potencialmente alergênicos, tartrazina etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nitritos e Glutamato Monossódico</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Salsichas e peito de peru, que podem constar no cardápio do lanche dos nossos filhos e dos nossos doentes hospitalizados, são carnes embutidas, altamente industrializadas e nada naturais que contêm nitritos (que no intestino formam nitrosaminas, cancerígenas) e glutamato monossódico.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os Ingredientes Artificiais Interagem Entre Si</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vimos acima o caso da interação entre o benzoato e o ácido ascórbico, transformando-se em benzeno (cancerígeno). Mas saiba que <em>praticamente não se tem idéia </em>de todas as possíveis interações e consequências, entre tantos e tantos produtos químicos que se encontram em tantos e tantos &#8220;produtos alimentícios&#8221; diferentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Até que ponto se pode garantir que uma dor de cabeça crônica, uma síndrome da fadiga crônica, uma asma, uma síndrome do intestino irritável, uma alergia recorrente, uma doença autoimune, um câncer, não possam decorrer de uma <em>sensibilidade química</em> apresentada por um determinado indivíduo?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Você Pode Mudar Este Cenário!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se as &#8220;autoridades de saúde&#8221; não estão tomando as devidas providências, isso não significa que você deve ficar aí parado. Não espere <em>alguém</em> fazer alguma coisa. Faça você. Leia mais. Informe-se. Estude. <em>Questione</em>. <em>Exija</em> cardápios naturais no lanche de seu filho na escola. Junte-se a outras pessoas que pensam como você. A união faz a força. <em>Exija</em> cardápios naturais para seus entes queridos hospitalizados. Se uma boa parte dos consumidores exigir um determinado padrão, um segmento do mercado passará a oferecê-lo. E lembre-se que afinal, você não estará exigindo nenhum absurdo – apenas alimentos <em>in natura </em>nas escolas e hospitais, como carne fresca, frutas e verduras frescas, ovos frescos, enfim, alimentos que sempre estiveram associados à boa saúde desde o início da Humanidade.</p>

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		<title>Deixe o Milho de Molho para Liberar Nutrientes</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 12:36:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Alexandre Feldman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[culinária tradicional]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas Culinárias]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[niacina]]></category>
		<category><![CDATA[nixtamalização]]></category>
		<category><![CDATA[vitamina B3]]></category>

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		<description><![CDATA[O milho libera Vitamina B3 (niacina) e fica mais nutritivo se for deixado de molho em solução alcalina de água e cal. É a nixtamalização. Pode prevenir sintomas como depressão, diarréia, dor de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fmedicinadoestilodevida.com.br%252Fmilho-de-molho%252F%22%2C%20%22shorturl%22%3A%20%22http%3A%2F%2Fbit.ly%2FcddLce%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Deixe%20o%20Milho%20de%20Molho%20para%20Liberar%20Nutrientes%22%20%7D);"></div>
<div id="attachment_192" class="wp-caption alignright" style="width: 324px"><img class="size-full wp-image-192" title="milho" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/milho.jpg" alt="Os vários tipos ancestrais de milho estão desaparecendo por causa da manipulação genética predatória e do nosso desconhecimento" width="314" height="280" /><p class="wp-caption-text">Os vários tipos ancestrais de milho estão desaparecendo por causa da manipulação genética predatória e do nosso desconhecimento</p></div>
<p>O milho se originou na américa central e seu consumo foi, ao longo de séculos, uma das bases para a saúde e sustento das populações indígenas daquelas regiões desde muito antes de Cristo. E desde os tempos mais remotos, as mulheres indígenas centroamericanas desenvolveram um processo especial de pré-preparo desse maravilhoso grão amarelo-dourado, que recebe o nome de nixtamalização.</p>
<p>A nixtamalização nada mais é que deixar o milho de molho num meio alcalino. Não se sabe como, mas os indígenas centroamericanos descobriram, graças à sua sabedoria ancestral, que esse processo torna o milho um alimento muito, muito mais nutritivo. Assim, eles deixavam o milho de molho em água com pedra-cal ou então cinzas das fogueiras utilizadas para cozinhar os alimentos. Isso amolecia as cascas dos grãos, o que facilitava sua moagem.<span id="more-191"></span> Mas a verdadeira magia desse processo está na química nutricional: hoje se sabe que o meio alcalino criado na água com as cinzas ou cal aumenta o poder nutritivo do grão de milho! Segundo antropólogos e historiadores da alimentação como <img class="alignright size-full wp-image-193" title="livro1" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/livro1.jpg" alt="livro1" width="240" height="240" />Sophie D. Coe em seu livro America&#8217;s First Cuisines (As Culinárias Primordiais da América) o progresso que destacou a civilização centroamericana em relação aos povos vizinhos pode ter sido influenciado, em grande parte, pela nutrição superior resultante da descoberta e prática da nixtamalização.</p>
<p>O milho foi introduzido na África sem nixtamalização,  e ao contrário das prósperas civilizações indígenas centroamericanas, aquelas populações africanas que adotaram o milho como base de sua alimentação desenvolveram sérios problemas de saúde advindos de deficiências de nutrientes.</p>
<p>Especificamente falando, a nixtamalização do milho faz com que ele libere a vitamina B3 (niacina), um nutriente vital. A deficiência máxima de vitamina B3 causa uma doença potencialmente fatal conhecida como pelagra. Porém, deficiências intermediárias de vitamina B3 podem se manifestar por feridas na pele, boca e lábios, bem como depressão, falta de energia, cansaço crônico, irritabilidade excessiva, dores de cabeça, zumbido no(s) ouvido(s) (conhecido como tinnitus em &#8220;mediquês&#8221;), cãibras, distúrbios intestinais do tipo azia e diarréias frequentes, e até alucinações e incapacidade de utilizar bem o intelecto.</p>
<p>Num país como o Brasil atual, cuja alimentação é pobre não apenas por razões financeiras mas principalmente por desconhecimento da população, o benefício à população poderia ser tremendo caso os nutrientes daqueles alimentos da nossa dieta cotidiana &#8211; um deles o milho e seus derivados &#8211; fossem liberados e melhor aproveitados em nosso organismo por métodos como este.</p>
<p>Liberar nutrientes dos grãos-legumes, grãos-cereais e sementes é vital para quem quer ter saúde e bem-estar plenos. Quando os europeus descobriram a América, sua sobrevivência aconteceu graças à ajuda dos índios. Teria sido ótimo se os europeus houvessem mantido algumas das práticas culinárias indígenas tradicionais, como a nixtamalização do milho.</p>
<p>Mas nunca é tarde para reaprender e retomar esse costume. É sempre muito importante aprendermos como melhor utilizar o alimento à nossa disposição para uma boa nutrição, saúde e bem-estar de nossa família. E a nixtamalização do milho contribui neste sentido!</p>
<p>Para ver como eu faço a nixtamalização do milho em casa, <a title="&quot;Uma Palavra Sobre o Milho&quot;, por Pat Feldman no site Crianças na Cozinha" href="http://pat.feldman.com.br/?p=7619"><strong>clique aqui</strong></a>. Você também descobrirá como fazer uma deliciosa polenta com fubá nixtamalizado.</p>
<p>Literatura recomendada:</p>
<div id="attachment_195" class="wp-caption alignleft" style="width: 176px"><img class="size-full wp-image-195" title="livro2" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/livro21.jpg" alt="A Thousand Years Over a Hot Stove: A History of American Women Told through Food, Recipes, and Remembrances. ISBN 0-393-01671-4" width="166" height="207" /><p class="wp-caption-text">A Thousand Years Over a Hot Stove: A History of American Women Told through Food, Recipes, and Remembrances. ISBN 0-393-01671-4</p></div>

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		<title>Notícia Absurda: Unicamp Cria Pão Mais Nutritivo do Brasil</title>
		<link>http://medicinadoestilodevida.com.br/pao/</link>
		<comments>http://medicinadoestilodevida.com.br/pao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 12:27:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Alexandre Feldman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias Absurdas]]></category>

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		<description><![CDATA[O pão mais nutritivo é caseiro e não de laboratório. O preparo tradicional neutraliza fitatos e antinutrientes e minimiza a doença [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fmedicinadoestilodevida.com.br%252Fpao%252F%22%2C%20%22shorturl%22%3A%20%22http%3A%2F%2Fbit.ly%2Fbblb5G%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Not%C3%ADcia%20Absurda%3A%20Unicamp%20Cria%20P%C3%A3o%20Mais%20Nutritivo%20do%20Brasil%22%20%7D);"></div>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-132" title="pct" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/pct.jpg" alt="pct" width="482" height="212" />A manchete está no site da Globo. <strong><a rel="nofollow" href="http://g1.globo.com/globoreporter/0,,MUL1218196-16619,00-UNICAMP+CRIA+O+PAO+MAIS+NUTRITIVO+DO+BRASIL.html" target="blank">Clique aqui</a></strong> para ler a matéria antes de mais nada.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro absurdo é a própria manchete. Ela transmite a absurda idéia de que o pão mais nutritivo possa ser criação de um laboratório universitário. Por sinal, <em>quem foi que disse -</em> <em>&#8220;Unicamp Cria Pão Mais Nutritivo do Brasil&#8221;</em>? A jornalista? Baseada no que? Até onde sei, o bom jornalismo não <em>salta</em> a conclusões e não deveria &#8220;criar&#8221; notícias como a desta manchete a partir do <em>nada</em>, sem mencionar uma fonte sequer para tal afirmação, e muito menos sem tê-la confirmado. E o fato é que,em nenhum momento a matéria fundamenta o título da notícia. <span id="more-119"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Basicamente a matéria informa que a Unicamp &#8220;criou&#8221; nada mais, nada menos, que&#8230; o pão integral! Sim!! Diretamente do Laboratório de Cereais, Raízes e Tubérculos da Faculdade de Engenharia de Alimentos daquela universidade!</p>
<p style="text-align: justify;">A matéria explica que o pão integral, essa &#8220;criação inédita&#8221; da Unicamp, é muito mais nutritivo que o pão branco, pois contém partes do trigo, como a casca e o gérmen, que são retirados na fabricação do pão branco.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os cientistas reconhecem que a farinha branca é desprovida de nutrientes e seu consumo diário está associado a uma série de problemas de saúde. Até aí tudo bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas dizer que para um pão ser mais nutritivo basta prepará-lo, pura e simplesmente, com todas as partes da semente do trigo, sem maiores cuidados -  é uma grande <em>desinformação</em> para nossa saúde.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>A casca do trigo contém antinutrientes </strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Diz a matéria: &#8220;A casca do trigo tem fibras, minerais, antioxidantes, vários componentes benéficos para a saúde. No pão branco, praticamente nada disso é aproveitado&#8221; (&#8230;) &#8220;A casca do trigo é formada de sete camadas ricas em fibras, proteínas, minerais, vitaminas do complexo B.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">O que a matéria <em>não diz</em> é que a casca do trigo também contém substâncias designadas de <em>antinutrientes</em>. Os antinutrientes podem contribuir para sérios problemas de saúde.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_135" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><strong> </strong><strong><img class="size-full wp-image-135" title="smentetrigo" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/smentetrigo.jpg" alt="Anatomia de um grão de trigo" width="500" height="375" /></strong></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Anatomia de um grão de trigo</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ácido Fítico</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um dos antinutrientes encontrados na casca da semente do trigo é o <em>ácido fítico</em>. O ácido fítico possui a capacidade de se ligar, no intestino, ao cálcio,</p>
<div id="attachment_142" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><img class="size-full wp-image-142" title="acido_fitico" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/acido_fitico.jpg" alt="Ácido fítico" width="150" height="76" /><p class="wp-caption-text">Ácido fítico</p></div>
<p>magnésio, cobre, ferro e zinco, bloqueando sua absorção. Daí uma dieta à base de grãos integrais preparados de maneira inapropriada ser capaz de contribuir para a perda óssea e uma série de outras deficiências de minerais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Inibidores Enzimáticos</strong></p>
<div id="attachment_146" class="wp-caption alignright" style="width: 126px"><img class="size-full wp-image-146" title="inibtripsina" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/inibtripsina.jpg" alt="Inibidor enzimático" width="116" height="88" /><p class="wp-caption-text">Inibidor enzimático</p></div>
<p>A casca da semente de trigo contém substâncias capazes de inibir a ação de enzimas como a <em>tripsina</em>, importantes para a boa digestão dos nossos alimentos. Isso pode resultar em sobrecarga para o pâncreas e digestão incompleta ou inapropriada.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>A casca do trigo pode causar irritação no intestino</strong></h3>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_137" class="wp-caption alignleft" style="width: 272px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-137" title="diagramavilosidade" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/diagramavilosidade.jpg" alt="Fibras podem danificar as vilosidades intestinais" width="262" height="216" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Fibras podem danificar as vilosidades intestinais</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Essa irritação pode se dar tanto pela ação de substâncias irritantes presentes na casca do trigo, como os taninos, quanto pela ação mecânica das próprias <em>fibras</em> da casca do trigo, tão reputadas como <em>saudáveis</em>. Engraçado como a mera <em>cogitação </em>de que <em>fibras possam não ser tão saudáveis</em> é encarada como verdadeira <em>heresia</em>. Como se fosse <em>tabu</em> falar sobre isso. E é engraçado (ou talvez trágico) como alguns indivíduos que <em>se dizem</em> estudiosos, estudados e treinados na ciência e na medicina, simplesmente se recusam a abrir os olhos para ver <em>o outro lado</em> de certas recomendações, como a de comer fibras à vontade. Sim, fibras podem, no início, acelerar o trânsito intestinal, mas a longo prazo podem causar irritação no delicado tecido do intestino, o que pode levar a sérias consequências. Cabe lembrar, aqui, aos sofredores de intestino preso, que 80% da massa fecal são <em>bactérias</em> e não fibras. Quanto iogurte ou kefir (naturais e integrais, sem aditivos) você anda consumindo ultimamente? Estes sim, são repletos de bactérias do bem, capazes de ajudar a sustentar a nossa flora intestinal, prevenindo o intestino preso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_138" class="wp-caption alignleft" style="width: 398px;">
<dt class="wp-caption-dt"><strong> </strong><strong><img class="size-full wp-image-138" title="flora" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/flora.jpg" alt="Micrografia eletrônica de bactérias da flora intestinal aderidas às vilosidades" width="388" height="265" /></strong></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Micrografia eletrônica de bactérias da flora intestinal aderidas às vilosidades</dd>
</dl>
</div>
<h3 style="text-align: justify;">A casca do trigo contém açúcares (carboidratos) complexos</h3>
<p style="text-align: justify;">O problema desses açúcares complexos, presentes na casca do trigo, é que nosso organismo é incapaz de digeri-los, sendo que as bactérias presentes em nosso intestino (nossa flora intestinal) acaba fermentando esses açúcares, podendo resultar em desequilíbrios da flora intestinal (disbiose), formação de gases, irritação do intestino, má absorção de nutrientes e outros problemas digestivos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>A casca do trigo contém glúten</strong></h3>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_149" class="wp-caption alignright" style="width: 257px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-149" title="glt" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/glt.jpg" alt="Gluten ampliado 200 vezes" width="247" height="166" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Gluten ampliado 200 vezes</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">O glúten é uma proteína presente no trigo (não apenas na casca), cuja digestão é bastante difícil para nós, podendo levar a alergias, intolerâncias, sérios problemas digestivos e vários outros problemas de saúde, inclusive problemas mentais advindos, em última análise, da má digestão e absorção dos nutrientes da alimentação.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O gérmen do trigo contém óleos oxidados</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Diz a matéria que o gérmen de trigo é &#8220;carregado de lipídeos, que são gorduras do bem&#8221;. Em primeiro lugar, <em>lipídios</em> (&#8220;lipídeos&#8221; e &#8220;lipídios&#8221; podem ser utilizados intercambiadamente) é sinônimo de <em>gorduras</em>. Incluem-se aqui <em>todas</em> as gorduras &#8211; gorduras vegetais, animais, hidrogenadas, interesterificadas, oxidadas, rançosas &#8211; e não apenas as <em>gorduras do bem</em>. Portanto lipídios <em>não são</em>, necessariamente gorduras do bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas voltemos ao tópico específico dos óleos (lipídios) do gérmen do trigo.</p>
<p style="text-align: justify;">O componente mais abundante do óleo do gérmen do trigo é um ácido graxo chamado <em>ácido linolêico</em>. Acontece que o ácido linolêico é <em>muito delicado</em>. Uma vez quebrada a semente, a estrutura química do ácido linolêico torna-se <em>muito instável</em> na presença de calor, luz e oxigênio. O resultado dessa instabilidade química é um processo nocivo à saúde, denominado <em>oxidação</em>. A  ingestão de produtos oxidados gera a formação de <em>radicais livres </em>no nosso corpo, causadores de <em>destruição celular</em>, reações inflamatórias, envelhecimento e doenças degenerativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, vejamos: o trigo é colhido em algum país distante e suas sementes são separadas, armazenadas, distribuídas para empresas moedoras, moídas em farinha a altas temperaturas, expondo o delicado ácido linolêico ao calor e ao oxigênio. Em seguida a farinha é  ensacada, armazenada sem cuidados de refrigeração ou proteção da luz, e  trasportada em navios através dos mares, novamente sem o menor cuidado de refrigeração e proteção da luz. Chegando ao Brasil, permanece por Deus-sabe-quanto-tempo aguardando liberação da alfândega, vigilância sanitária e sabe-se lá mais o que, <em>sempre sem o menor cuidado de refrigeração e exposição à luz</em>. Finalmente, a farinha integral é transportada para os grandes centros de distribuição onde permanece novamente armazenada naquelas mesmas condições, e por último chega ao ponto de venda. Quantos meses terão se passado entre a data da moagem e a data em que a farinha chegou às suas mãos?</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, e o que terá acontecido a essa altura com o delicado ácido linolêico, principal componente dos lipídeos dessa farinha? Alguma dúvida de que ele já oxidou?</p>
<p style="text-align: justify;">E convenhamos, na maioria das vezes você não compra <em>farinha integral</em>, mas sim produtos feitos com farinha integral, como barras de cereais e pão integral.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso significa que a farinha pode ter passado por <em>ainda mais</em> armazenamento, processamento a altíssimas temperaturas, adição de óleos vegetais <em>oxidados</em> (os óleos vegetais de cozinha oxidam facilmente durante o processo de obtenção) e <em>hidrogenados </em>(a hidrogenação parcial é inerente ao processamento desses óleos na refinaria), <em>extrusão</em> (uma espécie de &#8220;peneira&#8221; a altíssima pressão e temperatura para transformar o trigo em &#8220;flocos de cereais&#8221; com formatos diversos totalmente estranhos à natureza), e adição de uma série de ingredientes químicos potencialmente nocivos, antes de chegar às suas mãos sob a forma de um inocente pão integral, cereais em flocos ou barra de cereais &#8211; produtos que a população, inadvertidamente, rotula como <em>saudáveis</em>!!!</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O gado é mais capacitado que o homem para digerir a casca do trigo<br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Diz a matéria: &#8220;Esse subproduto do grão de trigo é utilizado em ração animal. Então, nós estamos perdendo muitos nutrientes que poderiam ser utilizados na alimentação humana&#8221;.</p>
<div id="attachment_163" class="wp-caption alignright" style="width: 312px"><img class="size-full wp-image-163" title="estom" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/estom.jpg" alt="O estômago dos ruminantes tem 4 câmaras" width="302" height="214" /><p class="wp-caption-text">O estômago dos ruminantes tem 4 câmaras</p></div>
<p>Acontece que os animais herbívoros (ou seja, cuja nutrição advém primariamente de grãos ou outros tipos de matéria vegetal) possuem <em>4 (quatro)</em> compartimentos em seus estômagos &#8211; na prática é como se fossem 4 estômagos. Além disso, seus intestinos são proporcionalmente mais longos. O ser humano, por outro lado, possui apenas <em>1 (um)</em> estômago, um intestino proporcionalmente bem mais curto e um trânsito intestinal bem mais rápido que o dos animais herbívoros. Essas diferenças anatômicas e funcionais permitem ao ser humano digerir e eliminar alimentos de origem animal <em>antes</em> que eles apodreçam no intestino &#8211; porém tornam o ser humano menos bem-adaptado para uma dieta rica em grãos &#8211; A MENOS QUE estes grãos sejam preparados de maneira adequada.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O segredo está no modo de preparo</strong></h3>
<div id="attachment_164" class="wp-caption alignleft" style="width: 236px"><img class="size-full wp-image-164" title="graos" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/graos.jpg" alt="Grãos contêm antinutrientes" width="226" height="311" /><p class="wp-caption-text">Grãos contêm antinutrientes</p></div>
<p>Qual a função dos <em>antinutrientes</em> para o grão? Na verdade eles fazem parte de todo um <em>sistema de conservação</em>: impedem que a semente <em>brote</em> antes que se atinjam as condições adequadas de umidade, temperatura e acidez do meio em que se encontra. Você já reparou como as sementes (trigo, feijão, grão-de-bico, enfim, qualquer semenete) <em>não brotam</em> na embalagem nem na despensa de sua casa? Pois então: somente quando houver umidade, acidez e temperatura adequadas <em>e mantidas por um período mínimo de tempo</em>, é que os antinutrientes são <em>neutralizados</em>, permitindo a essas sementes brotarem. (<a href="http://pat.feldman.com.br/?p=5717" target="_blank"><strong>Clique aqui</strong></a> para ver, a título de exemplo fotografias de feijões após terem sido deixados de molho pela culinarista Pat Feldman)</p>
<p style="text-align: justify;">O modo de preparo adequado para os grãos nada mais é que submetê-los a um processo caseiro ameno, suave e delicado que imita o que ocorre na natureza. Tal processo consiste em deixar esses grãos de molho em água ligeiramente morna e levemente acidificada (o que pode ser conseguido com a adição de poucas gotas de limão); ou no caso do pão, permitir a fermentação lenta da massa por leveduras presentes naturalmente nos grãos utilizados em sua preparação. Esse processo: 1) neutraliza os antinutrientes como o ácido fítico e os inibidores enzimáticos; 2) faz aumentar a concentração de vitaminas, especialmente as do complexo B; e 3) pré-digere os taninos, açúcares complexos, gluten e outras substâncias de difícil digestão, quebrando suas moléculas por ação de enzimas formadas naturalmente durante o processo, tornando mais fácil a digestão e absorção pelo nosso organismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse processo nada mais é do que o método já utilizado, desde sempre, pelas nossas bisavós e das ancestrais que as antecederam. Elas deixavam os grãos de molho por várias horas antes de cozinhá-los, sem saber ao certo o porquê. Apenas sabiam que assim lhes fora ensinado e assim deveriam continuar procedendo. Ou no caso do preparo de pães, utilizavam uma &#8220;isca&#8221; a partir de uma massa já fermentada, para fermentar outra massa. É a grande sabedoria da culinária tradicional!</p>
<p style="text-align: justify;">Quando os grãos são preparados adequadamente através do processo de deixá-los de molho, ou deixá-los brotar, ou deixá-los fermentar naturalmente por leveduras, as bactérias <em>do bem</em> presentes no universo microscópico realizam, para nós, parte da <em>digestão</em> desses grãos enquanto eles ainda se encontram <em>fora</em> do nosso organismo &#8211; exatamente do mesmo modo que essas mesmas bactérias realizam o mesmo trabalho <em>dentro</em> dos dois primeiros compartimentos dos estômagos dos animais herbívoros.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-165" title="grn" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/grn.jpg" alt="grn" width="59" height="77" />Desse modo, o conselho que se ouve por aí, de diversas <em>&#8220;autoridades</em>&#8221; na área de nutrição, no sentido de consumir grãos integrais ao invés dos refinados, dado o motivo que nossos ancestrais sempre consumiram grãos integrais, pode ser incompleto, ilusório e prejudicial nas suas consequências. Se por um lado nossos ancestrais <em>comiam</em> grãos integrais, por outro eles <em>não</em> os preparavam da maneira apresentada nos livros de receitas contemporâneos, como granola, farelo de trigo, pães instantâneos etc. Todos os povos da era pré-industrial deixavam de molho ou fermentavam seus grãos a fim de transformá-los em mingaus, pães, bolos etc. Na culinária tradicional do sul da Índia, o  arroz era fermentado por pelo menos 2 dias juntamente com lentilhas  em leitelho no preparo de deliciosos bolos conhecidos como <em>idlis</em>. Na África, os povos chegavam a fermentar os grãos por vários dias no preparo de mingaus. O mesmo processo era realizado com outro tipo de grão &#8211; a aveia &#8211; para a preparação de mingaus no norte da Europa. Na Itália, outro grão &#8211; o milho &#8211; era deixado de molho para o preparo de outra versão de mingau conhecida como <em>polenta</em>. Marco Polo trouxe para a Itália a descrição de uma massa em forma de minhocas, preparada pelos chineses a partir de uma espécie de feijão denominada <em>feijão-da-china</em> (<em>Vigna radiata</em>) (frequentemente confundido com a soja na literatura). Os feijões eram deixados de molho em água antes de serem cozidos. Foi esta <em>pasta</em> de feijão que teria inspirado a primeira receita italiana de <em>macarrão</em>. Na Coréia e no Japão, deixava-se de molho o trigo sarraceno para o preparo de um tipo de macarrão conhecido como <em>soba</em>.</p>
<h3 style="text-align: justify;">A farinha branca é ancestral entre as civilizações</h3>
<p style="text-align: justify;">Nossos ancestrais descobriram que podiam <em>separar</em> a casca e o gérmen do trigo para consumir somente a parte que contém amido e proetína (glúten). Moíam o trigo e em seguida passavam na peneira, produzindo uma farinha grosseira conhecida entre nós como <em>semolina</em> (palavra italiana que deriva do latim <em>simila</em> que significa farinha, e que por sua vez deriva do grego σεμῖδαλις, que se refere a &#8220;grãos sem casca&#8221;, e que por sua vez deriva do prefixo semítico <em>snd</em>, que significa algo como &#8220;moer até chegar ao grão sem casca&#8221;.  Claro que o luxo de deixar de lado  a casca e o gérmen para comer somente o &#8220;miolinho&#8221; era restrito às castas mais abastadas &#8211; que pagavam o preço com a própria saúde (vide a situação dos dentes do Faraó, abaixo).</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, por exemplo, os antigos romanos da alta sociedade utilizavam uma farinha de sêmola (o que significa dizer que a sêmola, uma vez obtida, era moída em farinha ainda mais fina) de uma determinada espécie de trigo, <em>Triticum dicoccon</em><em> </em>(conhecido até hoje na Itália como <em>farro</em>). Essa farinha recebia o nome de <em>alica</em> e era utilizada como ingrediente de pratos famosos da Roma Antiga, como o clássico <em>puls</em>, sempre presente no jantar (<em>cena</em>) dos abastados, e consistindo num mingau de <em>alica</em>, sal e gordura em várias formas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao separar a casca e comer o &#8220;miolo&#8221; do trigo, aqueles nossos ancestrais estavam, de fato, desperdiçando nutrientes. As massas trabalhadoras e os grupos populacionais isolados, distantes das cidades, continuaram a consumir, rotineiramente, o pão integral fermentado naturalmente, repleto de nutrientes que ajudavam no seu sustento e manutenção da saúde.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Os maiores consumidores de farinha branca ao longo da História enfrentavam problemas de saúde</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A maior prova da falta de saúde radiante entre as altas castas das civilizações antigas, maiores consumidoras de farinha peneirada a ponto de tornar-se o quanto mais branca e fina, está no achado relativamente recente dos cientistas, de que os dentes do Faraó Tut-an-khamon eram totalmente <em>podres</em>, repletos de cáries. A saúde bucal é reflexo fiel da saúde do restante do organismo.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Para o restante dos povos ancestrais, a farinha branca era exceção</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Na Bíblia, diz o Livro do Êxodo em seu Capítulo 29, Versículo 2: <em>&#8220;E farás pão com farinha de trigo bem fina, sem fermento, e farás pães e hóstias misturadas com óleo</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta frase refere-se a uma instrução alimentar divina específica aos Filhos de Israel, para ser seguida apenas e tão-somente na noite anterior ao êxodo desse povo a partir do Egito. Prova mais que suficiente de que, <em>nos demais dias</em>, eles <em>não consumiam</em> o pão preparado dessa forma.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal instrução é carregada de simbologia: preparar o pão rapidamente, sem deixá-lo fermentar, significa que <em>não haveria tempo</em> suficiente para tanto. O tão esperado momento de partida era iminente — a partida de todo um povo para uma jornada de proporções épicas que duraria mais de 4 séculos, rumo à Terra Prometida. Assim, o pão não fermentado foi consumido com muita alegria e isso é lembrado até hoje, no dia em que os judeus comemoram o <em>Pessach</em> (פֶּסַח) conhecido no Brasil como &#8220;Páscoa dos judeus&#8221;. Neste dia (e apenas neste dia), todos os anos, a tradição religiosa pede que se coma este pão &#8211; atestando uma vez mais o caráter <em>excepcional</em> desse consumo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por favor notem que <em>durante</em> os séculos do Êxodo, o Povo de Israel <em>não</em> se alimentou desse pão, como pensam, erroneamente, alguns. O texto bíblico diz, especificamente, que durante o Êxodo em si, o Povo se alimentou exclusivamente de <em>maná</em> (um alimento especial cuja composição até hoje não se conhece ao certo, mas que <em>não é</em> o pão de farinha de trigo bem fina sem fermento) e água.</p>
<p style="text-align: justify;">Já entre os povoados isolados, onde a variedade e obtenção de alimentos não era tão fácil quanto nas grandes civilizações, o alimento tinha de ser consumido inteiro. O trigo moído era consumido inteiro e o pão era muito mais consistente e nutritivo, pois o processo de fermentação, desenvolvido de forma ligeiramente diferente por cada povoado, libera enzimas, neutraliza antinutrientes, catalisa o aproveitamento de nutrientes e torna o pão num alimento perfeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, esse trabalho todo era manual, ou seja, havia toda uma atividade física individual e comunitária por trás do pão que  se ia comer. Os povoados possuíam moendas e fornos comunitários que precisavam ser construídos e mantidos às custas de esforço físico e dispêndio de energia. Isso significa que <em>aquele</em> pão fornecia um sustento imenso! Não apenas repunha a energia dos nutrientes gastos com a obtenção e o preparo, mas também sustentava o indivíduo para suas demais atividades e viabilizava sua reprodução na geração de crianças robustas.</p>
<div id="attachment_167" class="wp-caption alignleft" style="width: 424px"><img class="size-full wp-image-167" title="povoado" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/povoado.jpg" alt="Foto tirada pelo Dr. Weston Price do povoado suíço isolado que visitou" width="414" height="241" /><p class="wp-caption-text">Foto tirada pelo Dr. Weston Price do povoado suíço isolado que visitou</p></div>
<p>A prova máxima disso foi documentada pelo Dr. Weston A. Price em sua visita ao povoado suíço isolado de Loetschental, por volta de 1930. Esse povoado, isolado há séculos entre montes e vales dos Alpes suíços, vivia basicamente de pães e laticínios. Pães <em>de verdade</em>, preparados ritualisticamente e reverenciados. <img class="alignright size-full wp-image-168" title="pao" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/pao.jpg" alt="pao" width="168" height="240" />Veja um desses pães na foto ao lado, tirada pelo Dr. Weston Price, e publicada no seu livro, <em>Nutrition and Physical Degeneration</em>. Repare como o pão era <em>esculpido</em> &#8211; isso reflete o cuidado e a reverência a este alimento. Repare no aspecto robusto da menina que segura o pão gigante. Repare nas mandíbulas largas com espaço para todos os dentes ocuparem sem &#8220;encavalar&#8221;. Por fim, repare na sua expressão serena e saudável. O <em>melhor pão do mundo</em> já existia há séculos e seu modo de preparo refletia toda uma tradição. Naquela época, estava bem claro que a saúde e a própria existência e continuidade das gerações dependia do modo como os alimentos eram preparados. As famílias e os grupos populacionais saudáveis envolviam-se diretamente na obtenção e preparo cuidadoso de seus alimentos. Eles sabiam que a verdadeira farmácia está na <em>cozinha</em>.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O Pão De Verdade <em>Versus O Pão</em> Químico<br />
</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Diz a cientista da UNICAMP entrevistada pela Globo:<em> </em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;O pão integral que a gente consome normalmente é feito ao se adicionar o farelo do trigo, casca, na farinha branca, que é a farinha de quebra, de redução. Já a farinha de trigo que nós estamos utilizando contém todos os componentes do grão. É o próprio grão moído, nas proporções existentes no grão&#8221;</em>.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Como vimos, moer o trigo e aproveitá-lo por inteiro <em>não é</em> criação da UNICAMP.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui sim, no trecho que se segue da matéria, é que parece estar a <em>criação inédita</em> da UNICAMP: <em> </em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Para chegar à receita ideal, Camila testou enzimas naturais capazes de deixar a massa mais leve. Foram quase dois anos de trabalho para chegar ao superpão.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Talvez você não saiba disso, mas existe toda uma sofisticada indústria de <em>enzimas</em>. Grandes investimentos são feitos para a criação e utilização dessas enzimas para aumentar a eficiência da industrialização de pães. O resultado são pães com aspecto, cor, sabor e aroma <em>previsíveis</em> e padronizados. As enzimas podem ser utilizadas para ajudar a digerir o amido em moléculas menores (dextrinas), sobre as quais as leveduras podem agir mais facilmente. Existem enzimas para modificar o amido <em>durante</em> o cozimento, de modo a impedir que o pão fique <em>seco</em> e perca seu <em>frescor </em>com tanta facilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Num pão <em>de verdade</em>, as leveduras <em>naturalmente</em> presentes na massa <em>digerem</em> os açúcares em moléculas de álcool e CO2. O CO2 (dióxido de carbono) é o gás que faz o pão <em>subir</em>.</p>
<div id="attachment_169" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><img class="size-full wp-image-169" title="glt2" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/08/glt2.jpg" alt="O gluten (ampliado 200x nesta foto) forma uma rede capaz de reter o gás carbônico" width="283" height="191" /><p class="wp-caption-text">O gluten (ampliado 200x nesta foto) forma uma rede capaz de reter o gás carbônico</p></div>
<p>A consistência do pão depende de <em>quanto gás CO2</em> ficará retido na massa. E quem fica a cargo de reter o CO2 é o <em>glúten</em>, a proteína do trigo. Essa proteína forma complexas <em>redes</em> capazes de <em>reter o gás CO2</em>, resultando numa massa que &#8220;sobe&#8221;, &#8220;incha&#8221;, e torna o pão mais <em>aerado</em>, portanto <em>leve</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Num pão <em>químico</em>, podem ser utilizadas enzimas industrializadas como <em>xilanases</em>, <em>lipases</em>, <em>oxidases</em>, <em>pentosanases</em>, <em>celulases</em> e <em>hemicelulases</em> para aumentar a eficácia dessas <em>redes</em> de proteínas, condicionar a massa, pré-digerir o amido, entre outros mecanismos.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora, ao que tudo indica, o uso de enzimas pela indústria de pães <em>não seja prejudicial à nossa saúde,  fica a noção de que fazer pão só é privilégio de quem tem acesso a uma fábrica de enzimas, retirando da nossa cozinha caseira a capacidade de preparar bons pães de verdade</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Um pão de verdade <em>não precisa da ajuda de enzimas externas, industrializadas</em>. As mesmas enzimas são naturalmente liberadas durante o processo de fermentação, pela ação dos microorganismos envolvidos. A diferença é que o método caseiro leva mais tempo. As enzimas externas facilitam, portanto, a produção de um pão <em>químico</em>, industrializado.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora seja possível fazer um pão com auxílio de enzimas externas <em>que se assemelhe</em> ao pão tradicional, e embora isso pareça <em>benéfico</em> no sentido que suprime uma série de passos cuidadosos e demorados do seu preparo caseiro, <em>a preparação do pão químico industrializado não se limita ao uso de enzimas</em>! Na verdade, a indústria <em>não vê limites</em> para o uso de toda sorte de produtos químicos no seu intuito de fabricar pães que atendam a uma série de aparentes conveniências, como por exemplo, prolongar sua &#8220;vida de prateleira&#8221;, manter uma aparência de &#8220;frescor&#8221;, criar uma crosta bem crocante e alaranjada, tornar o processo de produção mais &#8220;confiável&#8221;, &#8220;melhorar&#8221; a textura da massa, minimizar a contaminação por microorganismos indesejáveis, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Para obter essas &#8220;conveniências&#8221;, as empresas de panificação podem lançar mão de produtos nada saudáveis, como <em>bromatos</em>, usados para &#8220;melhorar&#8221; a farinha e que são tóxicos porque podem interferir com o metabolismo do <em>iodo</em> causando problemas na glândula tireóide, além de poderem causar câncer. Outro exemplo são as <em>margarinas</em>, também conhecidas como <em>gorduras vegetais</em>, fontes de gorduras <em>trans</em> e/ou oxidadas e deformadas, que podem causar toda sorte de prejuízos à nossa saúde (<a href="http://medicinadoestilodevida.com.br/?p=63"><strong>clique aqui</strong></a> para ler meu artigo sobre margarina), e que são utilizadas quase que obrigatoriamente pelas panificadoras para prolongar a &#8220;vida de prateleira&#8221; de seus maravilhosos pães.</p>
<h3 style="text-align: justify;">O Pão Químico da Unicamp</h3>
<p style="text-align: justify;">Diz a matéria da Globo:</p>
<blockquote style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">&#8220;A massa é simples, como a dos pães antigos: farinha de grão inteiro, pitadas de sal e açúcar, fermento, um pouquinho de gordura vegetal, fermento, um pouco de glúten para dar leveza e água. São as enzimas e a tecnologia, usadas na confecção, que farão a diferença na textura e no sabor. &#8220;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Por &#8220;tecnologia&#8221; entendem-se todos os ingredientes obtidos através de processos industriais que envolvem: 1) o refino e interesterificação de óleos vegetais para a obtenção da tal &#8220;gordura vegetal&#8221;, 2) o uso de metais neurotóxicos como o alumínio (que também interfere negativamente na absorção intestinal de fósforo, propiciando a perda de cálcio) presente em fermentos químicos em pó; 3) as enzimas cujo funcionamento foi explicado acima, e 4) a adição de quantidades extras  de gluten reconstituído e fracionado a partir de métodos que envolvem o uso de solventes e toda sorte de substâncias químicas.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8230;E mesmo assim, a matéria tem a ousadia de afirmar que &#8220;a massa é simples, como a dos pães antigos&#8221;!</p>
<p style="text-align: justify;">Não! Os pães tradicionais não utilizavam enzimas externas, fermentos químicos em pó, gorduras vegetais oxidadas, açúcar e nem muito menos a adição de gluten reconstituído.</p>
<h3 style="text-align: justify;">A Intolerância ao Gluten e a Doença Celíaca</h3>
<p style="text-align: justify;">O gluten, proteína do trigo, é de difícil digestão para todos nós. Alguns de nós (na verdade, cada vez mais pessoas) podem apresentar uma má digestão e má absorção do gluten, resultando numa reação inflamatória no intestino delgado, que resulta numa incapacidade para a boa absorção de <em>todos</em> os nutrientes, e consequentemente anemia, diarréia, perda de peso, fadiga, diminuição da massa óssea (osteopenia) e uma série infindável de problemas de saúde advindos da má absorção de nutrientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Na maioria das vezes, essa reação inflamatória e má absorção podem assumir um grau não tão evidente, podendo o seu portador ficar sem diagnóstico pela vida inteira, e com sintomas que a medicina considera &#8220;vagos&#8221; e &#8220;de difícil tratamento&#8221;, como fadiga, mau humor, depressão, dores de cabeça, anemia leve, facilidade para adquirir infecções de repetição na garganta, nas vias urinárias, seios da face, ouvidos, vias respiratórias (resfriados), doenças autoimunes, etc. Você já pensou na possibilidade da <em>sua</em> doença crônica ser uma consequência de uma má-absorção de nutrientes provocada por uma intolerância ao gluten?</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez você não saiba, mas a intolerância ao gluten e a doença celíaca eram muito mais raras há algumas décadas atrás. Atualmente, cada vez mais indivíduos sofrem destas condições. Sua incidência vem aumentando vertiginosamente na população.</p>
<p style="text-align: justify;">Como foi que o bíblico <em>pão nosso de cada dia</em> e o trigo que sempre sustentou tantos povos desde o início da civilização há quase 10.000 anos, conseguiram se trasnformar em <em>substâncias tóxicas</em> para uma parcela cada vez maior de indivíduos ao redor do mundo?</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das razões pode ser porque <em>o trigo mudou</em>! Nas últimas décadas, as grandes indústrias têm realizado uma série de &#8220;melhorias genéticas&#8221;. Por &#8220;melhorias&#8221;, entende-se uma série de hibridizações forçadas e aceleradas das sementes visando uma maior capacidade de produção, maior resistência aos agrotóxicos, maior resistência a fungos e outras pragas, maior facilidade para colheita, e que estejam cada vez mais de acordo com os padrões de exigência das empresas moedoras e de panificação. É óbvio que todas essas modificações também resultaram em <em>alterações nutricionais</em> que ninguém tinha pensado antes. As pesquisas sobre os possíveis efeitos de todas essas alterações sobre nossa saúde <em>mal começaram</em>.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Conclusões</h3>
<p style="text-align: justify;">1. Ao contrário do que noticia a Globo, a UNICAMP <em>não</em> criou o pão mais nutritivo do Brasil. Esta notícia é absurda. Ao que parece, o departamento de engenharia de alimentos daquela universidade desenvolveu apenas <em>mais uma opção de pão químico, industrializado</em>, muito distante de um pão verdadeiramente saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">2. O departamento de jornalismo da Globo, assim como da maioria dos veículos que buscam fontes confiáveis para suas informações, possui a diretriz de utilizar como fontes preferenciais para suas matérias de saúde profissionais ligados a universidades. Com isso, parecem considerar-se isentos da necessidade de se preparar adequadamente , lendo e adquirindo o máximo de informações <em>antes</em> de iniciar uma matéria ou fazer uma entrevista, assim como de <em>checar, verificar</em> as informações fornecidas pelo entrevistado, procurar pelo <em>outro lado da informação </em>a partir de outras fontes.</p>
<p style="text-align: justify;">3. Consequentemente, os profissionais de medicina e saúde inseridos no meio universitário acabam muitas vezes se tornando <em>a única fonte</em> para matérias jornalísticas, conferindo a eles uma percepção pública (e infelizmente também, em muitos casos, uma auto-percepção) de <em>semi-deuses</em>, oniscientes e incontestáveis. Contestá-los torna-se quase uma <em>heresia</em> (termo que deveria ser mais apropriado para assuntos de <em>religião</em> que de ciência). Como resultado, é comum observarmos vários destes &#8216;semi-deuses&#8217;  &#8220;dando carteirada&#8221; ao tecerem seus argumentos numa discussão. &#8220;Carteirada&#8221; mesmo, do tipo &#8220;Sabe com quem está falando?&#8221; Sim, vocês podem notar que, muitas vezes, seus argumentos repousam sobre credenciais: &#8211; <em>&#8220;Sou Professor de tal universidade&#8221;</em>, ou &#8220;doutorando&#8221; e assim por diante, para depois declarar pomposamente: &#8220;&#8230;<em>e tudo isso é uma grande bobagem&#8221;</em>, sem um real cuidado em embasar seus argumentos. Um indivíduo menos preparado e mais preguiçoso para verificar esses argumentos acaba aceitando-os como Lei. O prejuízo à população que pode ser causado por esse descuido é imenso.</p>
<p style="text-align: justify;">4. Um veículo de comunicação que atinge as massas, como a Globo, teria prestado  serviço muito maior à população se, ao invés de exultar o pão químico da UNICAMP, tivesse fomentado a verdadeira noção de que <em>o pão mais nutritivo do mundo pode ser preparado na sua cozinha</em> através de métodos tradicionais utilizados há séculos pelas nossas avós, e não num &#8220;laboratório de cereais, raízes e tubérculos&#8221; de uma faculdade de engenharia de alimentos, para uso posterior pela indústria de panificação. Num país com tantos subnutridos sem recursos financeiros, ensinar os benefícios e o preparo de um pão  caseiro verdadeiramente artesanal e tradicional poderia contribuir para um melhor aproveitamento de nutrientes pela população (especialmente a carente), resultando em mais saúde, produtividade e riqueza para o país.</p>
<p style="text-align: justify;">5. Precisamos nos divertir aprendendo a fazer pães de fermentação natural na nossa própria cozinha. <a href="http://pat.feldman.com.br/?p=7387" target="_blank"><strong>Clique aqui</strong></a> para ver  lindas fotos dos deliciosos pães que fazemos em casa, e suas respectivas receitas. Torne o <em>seu pão</em> o mais nutritivo do mundo para <em>você</em>! Mãos à obra e bom apetite!</p>

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		<title>Cremosa e Perigosa: Como a Margarina Pode Prejudicar Sua Saúde</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 02:19:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Alexandre Feldman</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A margarina, também conhecida como "gordura vegetal", faz parte da composição de quase todos os alimentos industrializados. Veja como ela pode estragar sua [...]]]></description>
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<p>Os óleos e gorduras parcialmente hidrogenados não existem na natureza. São produtos da indústria de processamento de alimentos; versões modificadas dos óleos e gorduras naturais.</p>
<p>Na natureza, quase todas as gorduras e óleos possuem uma estrutura, um formato, que recebe o nome de cis. Porém, após sofrerem a ação de um bombeamento de hidrogênio sob alta pressão e temperatura, a estrutura se modifica e essas gorduras parcialmente ou totalmente hidrogenadas passam a receber o nome de trans.<span id="more-63"></span></p>
<p>A indústria alimentícia adora as gorduras trans. É que os alimentos à base dessas gorduras e óleos hidrogenados possuem um prazo de validade muito maior. Elas se são o ingrediente principal da maioria das margarinas e também entram na composição de inúmeros alimentos industrializados.</p>
<p>Mas no nosso organismo, as gorduras trans que ingerimos são incorporadas nas membranas celulares, provocando alterações na composição dessas estruturas delicadíssimas. Além disso, elas adentram as vias metabólicas das gorduras normais, perturbando a função do organismo como um todo.</p>
<p>Muitas funções essenciais do nosso organismo dependem de certas substâncias que controlam os processos inflamatórios e recebem o nome de prostaglandinas. Existem prostaglandinas pró-inflamatórias e antiinflamatórias. Num indivíduo normal, existe um constante equilíbrio entre elas, de modo que a inflamação possa se manifestar apenas quando necessário para a defesa do organismo. A ingestão de gorduras e óleos trans desequilibra esta ordem, provocando um aumento na ação das prostaglandinas pró-inflamatórias. Tal alteração pode resultar em uma facilidade muito maior para desenvolver toda sorte de processos dolorosos que compreendem estados inflamatórios, desde cólicas menstruais, dores nas juntas, nas costas e, claro, dores de cabeça e enxaquecas.</p>
<p>Estudos demonstram, em animais ingerindo gorduras hidrogenadas, uma diminuição na capacidade das células em reagir com a insulina. Este fenômeno, que recebe o nome de resistência à insulina, resulta num aumento da concentração desta substância no sangue. Quem já leu o meu livro Enxaqueca 51; Finalmente Uma Saída sabe que isso gera, no cérebro, um desequilíbrio nos níveis de serotonina, cuja conseqüência é a enxaqueca, a depressão, a ansiedade e o pânico.</p>
<p>Como se não bastasse, a margarina e as gorduras hidrogenadas trans podem elevar o colesterol ruim (LDL), baixar o colesterol bom (HDL), aumentar os níveis de uma substância geradora de doenças arteriais denominada lipoproteína (a), diminuir o volume e o poder nutritivo do leite materno, prejudicar a resposta imunológica, diminuir os níveis de testosterona em animais, inibir a ação de enzimas necessárias ao bom funcionamento das membranas celulares, e prejudicar a incorporação de importantes óleos ômega-3 pelo organismo.</p>
<p>Existem, hoje, milhões de pessoas consumindo, regularmente, gorduras e óleos hidrogenados, sofrendo os efeitos colaterais destes produtos, e simplesmente mascarando os seus sintomas com remédios, sejam eles preventivos ou para crise, ao invés de realizarem mudanças básicas na alimentação. Em todos os pacientes que procuram minha clínica com sintomas de dores crônicas de cabeça e uso de analgésicos e antiinflamatórios, uma grande parte obtém melhora significativa quando, através de mudanças alimentares realizadas em reuniões com grupos de pacientes ao pé do fogão, eu corrijo desequilíbrios na composição de óleos e gorduras no organismo desses pacientes, causados, em grande parte, pelo consumo de margarina, gorduras hidrogenadas e óleos e gorduras trans.</p>
<p>Muitas pessoas obtiveram grandes melhoras de quadros como enxaqueca, dores nas costas, cólicas menstruais e artrite, após a retirada total de gorduras e óleos trans da dieta. Algumas destas pessoas já achavam que suas dores eram normais! Mas a verdade é que não existem dores de cabeça normais, nem cólicas menstruais normais e muito menos artrites normais. Fique de olho, pois muita gente simplesmente pensa que ter dor é normal, é simplesmente conseqüência do stress, da idade, ou da falta de algum remédio.</p>
<p>Como conseguir isso?</p>
<p>Leia os rótulos! Todos! Leia-os como se a sua vida dependesse deles. Na verdade, ela depende mesmo!</p>
<p>No início, você pode levar um susto: a sua primeira impressão poderá ser de que tudo contém gordura hidrogenada. Sinal que você está comendo errado faz tempo! Você poderá encontrar gordura hidrogenada em rótulos de margarinas, batatinhas chips, bolachas, biscoitos, bonbons, bolos, pipocas de cinema e em quase todos os lanches da sua lanchonete favorita. A ingestão das gorduras hidrogenadas contidas nestes alimentos contribui para o aparecimento de muitas dores de cabeça da vida moderna.</p>
<p>Infelizmente, os interesses da indústria alimentícia resultaram em uma grande desinformação sobre as gorduras que ingerimos. Na prática, a maior parte da classe médica, da grande mídia e da popualção em geral não tem conhecimento do grande número de pesquisas apontando para os efeitos adversos das margarinas e gorduras hidrogenadas. É de arrepiar os cabelos que, em pleno ano de 2004, com tantas informações científicas à disposição, a maioria dos médicos e nutricionistas ainda considera a margarina como sendo um alimento saudável, e recomenda o uso deste ingrediente no lugar da manteiga para tentar prevenir ou melhorar as doenças do coração de seus pacientes. O fato científico indiscutível e consumado é que as gorduras trans aumentam o risco cardíaco muito mais que as gorduras naturais na dieta.</p>
<p>Por essas e por outras, defenda a sua saúde evitando, o quanto mais, que a margarina e todas as outras gorduras hidrogenadas invadam o seu corpo.</p>
<p>Só depende de você!</p>

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		<title>Cortar a Carne da Alimentação Está Correto?</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 01:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Alexandre Feldman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Feldman Responde]]></category>

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		<description><![CDATA[Afinal, comer carne faz bem à saúde? O Dr. Feldman analisa esta questão controversa levando em conta os nutrientes presentes na [...]]]></description>
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<p><img class="alignleft size-full wp-image-54" title="carne" src="http://medicinadoestilodevida.com.br/wp-content/uploads/2009/04/carne.jpg" alt="carne" width="100" height="75" />Não.</p>
<p>A carne possui nutrientes essenciais à boa saúde e energia de nosso corpo, que não são encontrados em outros alimentos. Por exemplo, um aminoácido chamado L-carnitina, utilizado pelo organismo para transportar nutrientes às mitocôndrias, que são como verdadeiras usinas de energia presentes nas nossas células. Deficiências de L-carnitina podem se manifestar como baixos níveis de energia e fraqueza muscular, distúrbios da atenção, concentração e memória, além de ganho excessivo de peso. A carne é a única fonte direta de L-carnitina. <span id="more-50"></span></p>
<p>Está certo que nós podemos fabricar L-carnitina a partir dos aminoácidos lisina e metionina, porém esse processo demanda o consumo (portanto depleta nosso organismo) de vitaminas B1, B6, niacina (B3) e ferro.</p>
<p>A propósito, o ferro presente na carne (denominado ferro Heme) é de mais fácil incorporação pelo nosso organismo que o ferro presente nos alimentos de origem vegetal (denominado ferro iônico).</p>
<p>A carne é a única fonte de vitamina B12, nutriente vital para nossa saúde. Alimentos de origem vegetal simplesmente não contêm esta vitamina.</p>
<p>A gordura dos alimentos de origem animal (desde que os animais tenham sido criados soltos, e não em cativeiro ã base de ração) contém vitamina A, a qual não se encontra em alimentos de origem vegetal. O que nós encontramos nas verduras é o beta-caroteno, e beta-caroteno NÃO É vitamina A. O nome da vitamina A é retinol. O beta-caroteno pode &#8211; OU NÃO &#8211; se transformar em vitamina A no nosso organismo. Essa transformação depende de múltiplos processos enzimáticos, que podem estar ausentes ou deficientes. A vitamina A é fundamental para a absorção e processamento dos minerais (que obtemos ao ingerirmos verduras, por exemplo). Além disso, a vitamina A protege nosso organismo contra infecções, é necessária para necessária para a fabricação de hormônios sexuais e do estresse, e para a saúde dos ossos, pele e olhos.  A vitamina A é depletada em situações de estresse, infecções, febre, exercícios físicos intensos, exposição a agrotóxicos e aditivos químicos em alimentos, e consumo excessivo de proteínas (razão pela qual alerto contra o consumo de excesso de proteína das carnes magras, leite desnatado e proteínas em pó).</p>
<p>A gordura dos alimentos de origem animal é também fonte de vitamina D (juntamente com o Sol, que &#8211; quando tomamos &#8211; faz nosso corpo produzir vitamina D). A vitamina D é essencial, por exemplo, para nossa imunidade, para o bom funcionamento dos nossos hormônios e para nosso cérebro. Se os animais que comemos não tiverem sido criados ao Sol, faltará à gordura deles a vitamina D.</p>

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