
Carne Faz Mal? Não! Mas Ciência Junk Faz – E Muito!
Saiu publicado em agosto de 2011 no American Journal of Clinical Nutrition estudo que conclui: comer carne, por menos que seja, “dá” diabetes! E trocar a carne por grãos integrais, “corta” o risco de diabetes!
Quanta imbecilidade!
Se você acha que os autores chegaram a esta conclusão a partir de estudo clínico, engana-se redondamente. O que fizeram foi retirar números a partir de uma série de enquetes respondidas por milhares de indivíduos, enquetes estas que faziam parte de outros estudos. Continue lendo e compreenderá melhor.
Vamos lá, responda rápido: quanta carne você comeu semana passada? Mês passado? Ano passado? Que tipo? Fresca? Processada? Como foi preparada? Agora puxe na memoria a sua ingestão de carne dia a dia.
Parece realmente absurdo, eu sei, mas é exatamente assim que esse tipo de enquete é conduzido. E no artigo em questão, o resultado da enquete é, simplesmente, que meras 90 gramas de carne por dia irão elevar seu risco de diabetes do tipo II em 12%, ao passo que meras 2 fatias de bacon elevarão seu risco de diabetes do tipo II em 32%.
A pergunta que devemos realmente fazer aqui é: Qual a razão de ter de “se esconder por trás de enquetes”???
Se os autores acreditam realmente que podem demonstrar, comprovar, uma relação causa-efeito entre consumo de carne vermelha e diabetes, então deveriam saber que existe um meio muito mais fácil e direto de fazê-lo: basta colocar um grupo de pré-diabéticos numa dieta riquíssima em carne vermelha e paupérrima em carboidratos; um segundo grupo numa dieta sem nenhuma modificação (manter o que estava comendo previamente); e se quisermos dar bastante risada no final (seria cômico se não fosse trágico), um terceiro grupo na dieta preconizada pelos “consensos médicos” em diabetes, ou seja, pobre em gorduras e rica em carboidratos. Acompanha-se os 3 grupos por uns 5 anos e apura-se qual deles se encontra em melhores condições de saúde ao final desse período. Posso garantir desde já que o grupo da carne vermelha será o mais saudável, mais esbelto, com menos doenças cardiovasculares e o menor número de diabéticos que qualquer dos outros grupos.
Claro que fazer um estudo desses custa muito dinheiro e dá muito trabalho. Muito mais que os pesquisadores de “ciência junk” estão dispostos a ter.
O estudo – nada mais que um jogo estatístico – foi publicado em outubro no Am J Clin Nutr. e se encontra disponível online para assinantes da publicação. Deverá render verdadeira avalanche de citações e também manchetes nas revistas e jornais populares de grande circulação. O leitor desavisado (felizmente não é o seu caso) irá pensar “– Minha nossa!!! Mais um estudo ligando o consumo de carne vermelha ao diabetes!!! Deve ser verdade então!!!”
Não se engane, não é um estudo honesto, e sim mais um exemplo de Ciência Junk do tipo “lixo reciclado”.
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Cada vez o admiro mais, sou naturopata, tudo que estudei inclusive a medicina tradicional chinesa, nos dá uma leitura holística do ser vivo, por este motivo, todos os seus artigos são extremamente confiáveis para acrescentar a minha formação, realmente não adianta muito procurar estímulos externos para as doenças que um ser vivo desenvolva em sua matéria, tudo é consequência de um mau pensar, agradeço por alertar as bobagens que são colocadas na área da saúde na Internet….um grande abraço…wilma