Tratamento Revolucionário Para Alzheimer?

by Dr. Alexandre Feldman on 26/10/2011

Alzheimer

No início de 2011, o The New York Times falou de instituição no Arizona (EUA) que abriga pacientes com Alzheimer, onde a quase totalidade não precisa tomar nenhuma medicação antipsicótica (veja aqui a matéria), ao contrário do que ocorre em todas as demais instituições para esta finalidade. Até mesmo pacientes expulsos de outras instituições por comportamento demasiado agressivo e que ingressavam neste local (www.beatitudescampus.org), apresentavam diminuição drástica dos episódios de delírios, agressividade e agitação.

Que interessante… Sem medicamentos antipsicóticos e mesmo assim com diminuição dos delírios, agitação e agressividade… Mas como isso?

Simplesmente através de interações baseadas em atenção, dedicação de tempo e carinho da equipe para com os pacientes.

Basicamente, ao trocar medicamentos antipsicóticos por abraços, a instituição obteve transformações inacreditáveis em seus pacientes. E de forma tão natural que por um bom tempo essa instituição teve de “comer o pão que o diabo amassou”: Autoridades de saúde do estado do Arizona partiram para cima, até mesmo ameaçando indiciá-la, por oferecer aos pacientes chocolates ao invés de drogas, por não impedir os pacientes de deambular livremente (normalmente as instituições restringem a liberdade de movimentação desses pacientes através de sistemas de alarme) e não obrigar todos os pacientes a usar fraldas (normalmente eles são obrigados, mesmo os que não apresentam incontinência). Mas a instituição manteve o pé firme, segundo a reportagem do The New York Times. E o sucesso atual é consequência disso.

A filosofia da equipe? Muito simples: fornecer aos pacientes toda e qualquer coisa que lhes produza conforto – nem que isso signifique um eventual gole de bebida alcoólica à noite, segundo a matéria do The New York Times.

Os resultados falam por si mesmos, afinal até mesmo pacientes com Alzheimer expulsos de outras casas por mau comportamento prosperam com pouca ou nenhuma medicação neste lar.

É tudo tão simples! Basta tratar uma pessoa, no caso um paciente, como ser humano que é, e essa pessoa naturalmente se comportará de acordo. Ou seja, se portará como um ser humano!

Incrível?? Claro que não! Mas infelizmente, isso passa por tratamento novo, revolucionário, de ponta, quando na verdade deveria ser a “lição de casa” mais básica, o ponto de partida primordial, para qualquer tratamento de demência.

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fernando souza lima October 27, 2011 at 9:09 AM

Tão fantástico quanto o resultado desse tratamento, que o reconheço como válido por ser terapeuta, foram as palavras inicias de seu site acerca das melhores condições para um internauta ser assinante deste site, as quais julgo corajosas e verdadeiras. Já sou leitor dos artigos publicados neste site e tenho vários deles gravados e arquivados. Parabéns por existirem. Um abraço do Fernando

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Fátima October 27, 2011 at 10:29 AM

Muito bom, essa instituição se deu conta de que a grande doença da humanidade é a falta de afeto, isso no país do Prozac.

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Terezinha Lopes Ruela Pereira November 22, 2011 at 3:07 PM

Outro depoimento como prova desse medicamento chamado carinho ser tão eficaz, é que fui responsável por um grupo de 3ªIdade como voluntária, durante 16anos e meio e sem nenhuma verba de órgãos públicos ,consegui fazê-los participar de eventos da cidade ,de atividades diversas além de praticas de atividades físicas e mentais . Com toda paciência e tratamento carinhoso, deixando sempre a última palavras para a maioria ,desenvolvendo a democracia verdadeira,consegui passar de 20 associados para 70,onde todos participavam e contribuiam com 5reais mensais.Este recurso era o meio de realizarmos os eventos sociais.O mais imporante nessa história é que aquelas pessoas que apresentavam algum tipo de doença,saravam só com as orientações e a ginástica que praticavam. Sou muito feliz por conseguir tudo isso nesse período. Mas tenho certeza de que o remédio foi o carinho, o respeito e a verdadeira democracia que sempre fiz questão de desenvolver!!!! Estou tão entusiasmada com a sua sugestão , que não poderia deixar de relatar!!!!!!Abraços Terezinha

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